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A primeira edição do Crias pelo Clima, iniciativa realizada pelo Instituto KondZilla e Instituto Procomum, em parceria com o Instituto Querô, chega ao fim com uma mostra gratuita que apresentará ao público os seis projetos desenvolvidos por jovens da Baixada Santista sobre territórios e justiça climática. O evento celebra a conclusão de uma jornada formativa que reuniu 30 participantes em Cubatão, Guarujá e Santos para um processo de criação coletiva voltado ao fortalecimento do protagonismo das juventudes periféricas.
A mostra de encerramento reunirá jovens, familiares, educadores, parceiros e convidados para conhecer os trabalhos produzidos ao longo da formação. Organizados em seis grupos, os participantes apresentarão projetos que traduzem suas vivências e reflexões sobre a crise climática em diferentes linguagens, como curtas-metragens, documentários, videoclipes e outras experimentações criativas, revelando como os impactos das mudanças climáticas são percebidos e enfrentados em seus territórios.
Durante o projeto, os jovens participaram de formação em audiovisual, comunicação popular e produção cultural, refletindo sobre a intersecção de temas como justiça climática, cultura, direito à cidade e participação social. Além das atividades coletivas, cada grupo contou com mentorias de profissionais do audiovisual, que acompanharam o desenvolvimento das propostas e contribuíram para o aprimoramento dos projetos apresentados na mostra final.
Além da formação dos participantes selecionados, o Crias pelo Clima promoveu uma série de imersões formativas abertas à comunidade, ampliando o diálogo sobre justiça climática por meio da cultura. Os encontros contaram com sessões de cinema gratuitas, seguidas por rodas de conversa sobre audiovisual, justiça climática e os impactos socioambientais vivenciados nos municípios da Baixada Santista. As atividades reuniram moradores, lideranças locais, estudantes e agentes culturais, fortalecendo a troca de experiências entre os participantes e os territórios. Ao todo, aproximadamente 230 participaram desses encontros, contribuindo para ampliar o debate sobre os desafios climáticos da Baixada Santista e o papel da comunicação na mobilização social.
Mais do que ensinar técnicas de produção audiovisual, o Crias pelo Clima buscou incentivar a construção de narrativas próprias, valorizando os conhecimentos dos territórios e estimulando a participação ativa das juventudes na construção de soluções para os desafios ambientais e sociais da Baixada Santista.
Para Soledad Maria, coordenadora institucional do Instituto Procomum, o projeto reafirma a importância de colocar as juventudes no centro das discussões sobre justiça climática e fortalecer iniciativas que reconheçam os territórios periféricos como espaços de conhecimento, inovação e transformação social.
“Tornar pública a criação das juventudes tão diversas que participaram do Crias Pelo Clima é afirmar que elas não apenas imaginam outros futuros, mas já os estão construindo. Ainda mais nesse momento que antecede as eleições, ouvir quem vive as emergências da crise climática é reconhecer que a justiça socioambiental precisa ser tratada com a urgência que exige e assumida como um compromisso coletivo”, afirma Soledad.
O evento de encerramento representa o momento em que todo o processo formativo ganha visibilidade pública. Além de apresentar os projetos desenvolvidos pelos grupos, a mostra promove um espaço de diálogo entre juventudes, organizações sociais, educadores e comunidade, ampliando o debate sobre os impactos da crise climática e o papel da comunicação como ferramenta de mobilização social.
Para João Vitor Caires, diretor-executivo do Instituto KondZilla, investir na formação de jovens da Baixada Santista é ampliar as oportunidades para que novos talentos ocupem espaços de criação, influência e transformação social. Segundo ele, iniciativas como o Crias pelo Clima mostram que, quando as juventudes têm acesso a ferramentas de comunicação e produção audiovisual, tornam-se protagonistas de narrativas capazes de conectar as realidades de seus territórios aos grandes desafios do presente.
“A Baixada Santista é um território rico em diversidade, criatividade e potência, e os jovens que vivem aqui têm muito a dizer sobre o futuro que querem construir. O Crias pelo Clima nasceu para transformar essas vozes em narrativas que inspiram, mobilizam e geram impacto. Quando unimos formação, cultura e comunicação, criamos oportunidades para que esses jovens não apenas contem suas histórias, mas também influenciem debates, proponham soluções e ocupem um lugar de protagonismo nas discussões sobre justiça climática. Esse é o legado que queremos deixar: uma nova geração preparada para comunicar, criar e transformar seus territórios“, finaliza João.
Serviço:
Mostra de Encerramento – Crias pelo Clima
Data: 17 de julho de 2026 (sexta-feira)
Local: Instituto Procumum
Endereço: Rua Sete de Setembro, 52 – Vila Nova, Santos – SP
Entrada: Gratuita
Programação:
18h00 | Receptivo
18h30 | Apresentação artística – Associação Cultural Afro Ketu
A Associação Cultural Afro Ketu é uma organização sediada no bairro Morrinhos, no Guarujá (SP). Desde 2001, dedica-se à valorização e difusão da cultura afro-brasileira por meio de atividades como capoeira, dança afro, percussão, teatro e balé folclórico. A associação oferece aulas gratuitas para crianças e adolescentes, promovendo a inclusão social e o fortalecimento da identidade cultural afro-brasileira.
19h00 | Exibição dos projetos desenvolvidos pelos jovens participantes do Crias Pelo Clima
20h30 |Apresentação artística – Associação Cultural Afro Ketu
21h | Encerramento
Para mais informações sobre o Crias pelo Clima, acesse https://criaspeloclima.procomum.org/
