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Mundo – Os recentes ataques dos EUA ao Irã deixaram ao menos 35 mortos e mais de 300 feridos, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde iraniano. Entre as vítimas estão duas mulheres e um adolescente, de acordo com o porta-voz da pasta, Hossein Kermanpour.
Os números foram divulgados na quarta-feira (15), em meio à escalada das tensões entre Washington e Teerã, que voltaram a intensificar confrontos militares nas últimas semanas.
Ministério da Saúde do Irã divulga balanço
Segundo Hossein Kermanpour, os mortos e feridos foram registrados durante o mês iraniano de Tir, período que vai de 22 de junho a 22 de julho no calendário persa.
O porta-voz informou que os ataques dos EUA ao Irã deixaram mais de 300 pessoas feridas e provocaram a morte de 35 pessoas, incluindo civis.
Os números, no entanto, não puderam ser verificados de forma independente.
Trump ameaça ampliar ofensiva
Em meio ao aumento das hostilidades, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar ampliar as operações militares contra o Irã.
Durante entrevista à Fox News, Trump afirmou que poderá ordenar ataques contra usinas de energia e pontes iranianas caso Teerã não retome as negociações.
Segundo o presidente norte-americano, os ataques continuarão enquanto considerar necessário.
Convenções de Genebra proíbem ataques a estruturas civis
As declarações de Trump reacenderam o debate sobre o direito internacional humanitário.
As Convenções de Genebra de 1949 estabelecem regras para a condução de conflitos armados e proíbem ataques contra instalações consideradas essenciais para a população civil, como usinas de energia quando sua destruição possa afetar diretamente civis.
Negociações seguem sem avanço
Trump também afirmou que representantes dos Estados Unidos mantiveram contato com negociadores iranianos para tentar um acordo.
Segundo ele, a mensagem enviada a Teerã foi de que seria melhor retomar as negociações para evitar uma ampliação das operações militares.
Até o momento, o governo iraniano não anunciou qualquer avanço nas tratativas, enquanto o conflito continua elevando a tensão no Oriente Médio.

