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Jornalismo, Engenharia e Liderança: A visão de um dos apresentadores mais experientes do rádio e TV, ex-professor universitário e ex-Presidente do Conselho do SFC. Fatos sob todas as perspectivas.
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Uma vez, já faz muito tempo, aprendi esse conceito do título com um empresário bem-sucedido da construção, chamado Omar Laino.
Era uma outra época, anos 80 do século passado, época pré-histórica, porque anterior à internet e às redes sociais.

Os anos foram passando e muitos episódios foram confirmando pra mim a sábia e precisa observação do Omar.

Faz tempo que eu não tenho mais nenhuma dúvida sobre a ilusão de inteligência do pior tipo de burro.

Mas a coisa, mais recentemente, mudou pra muito pior.

A estupidez, agora, se orgulha dela mesma. Repito: quanto maior a estupidez, mais o autor dela se olha com orgulho no espelho e mais é aplaudido de pé por um bando cada vez maior de pessoas babando no guardanapo.

Vamos pegar dois exemplos. O influenciador Paulo Figueiredo, auto-exilado nos Estados Unidos, disse na semana passada que “estatisticamente está provado que as mulheres votam muito mal. Principalmente as solteiras, porque as casadas tendem a acompanhar o voto do marido.”

Observe o detalhe: “estatisticamente”. A palavra confere um pseudo tom de inteligência a uma asneira completamente rasteira.

De que estudo ele tirou essa ideia preconceituosa? De que amostra ele está falando? Talvez seja da própria família dele, porque a esposa concordou e completou: “o feminismo leva as mulheres a consequências nefastas”. E essa mulher, espantosamente, é psicóloga !!! O nome dela é Natália Cordeiro.

Se você olhar nas cadeiras dos cursos de graduação mais disputados do país, vai ver, em muitos, maioria de mulheres. Se examinar as listas de aprovados em concursos, vai perceber o avanço delas. E o feminismo é apenas e tão somente a luta por direitos iguais que ainda não foram conquistados. Mas vão ser. Repito: vão ser porque a humanidade evolui e não vai voltar pra trás, para a Idade Média, como sonha esse “influenciador”.

A estupidez, entretanto, não é exclusividade masculina. A senadora Celeste Amarilla, paraguaia frustrada com a eliminação na Copa pela França, fez uma ofensa racista ao craque francês Mbappé, autor do único gol do jogo:
“Em vez de leite materno mamava cocos e a coisa mais instruída que ouviu foram chimpanzés”.

É difícil achar algum conceito mais burro do que o racismo. A nossa raça é a humana. E as diferenças de uma etnia pra outra são infinitamente menores do que as semelhanças entre seres humanos de todas elas, de tudo que todos, absolutamente todos nós temos em comum.

Mbappé não devia nem ter respondido. Ações e declarações de pessoas como essa senadora tem mais é que ser ignoradas Mas respondeu. Respondeu com equilíbrio.

O que não impediu que paraguaios que concordam com as ofensas racistas e burras queimassem um boneco com o nome do craque francês.

É fácil imaginar esse Paulo Figueiredo e essa Celeste Amarilla se auto-admirando da própria estupidez. A diferença é que não mais na frente do “espelho, espelho meu”. Agora é fazendo caras e bocas em selfies para compartilhar nas redes sociais com os seguidores que babam no guardanapo.

Burros modernos…

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