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Mundo – Trump chama Irã de pessoas más e doentes: O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã nesta quarta-feira (8) ao classificar o governo iraniano como formado por “pessoas más e doentes”. As declarações foram feitas durante a abertura da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada na Turquia, em meio ao agravamento da crise entre os dois países.
A fala ocorre após uma nova troca de ataques entre Washington e Teerã, colocando em risco o acordo preliminar de cessar-fogo firmado no mês passado.
Trump acusa Irã de violar cessar-fogo
Durante o evento, Trump afirmou que o Irã descumpriu o acordo ao promover ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
Segundo o presidente americano, a postura iraniana demonstra que as negociações diplomáticas perderam espaço diante da escalada militar.
“Estamos perdendo tempo conversando com eles. É hora de fazer o nosso trabalho”, declarou.
Em outro momento, Trump comparou o conflito a uma doença que precisa ser combatida rapidamente.
“Temos que eliminar esse câncer. É preciso cortar o câncer cedo.”
Ataques aumentam tensão no Oriente Médio
As declarações do presidente dos Estados Unidos foram feitas poucas horas depois de a Guarda Revolucionária do Irã anunciar ataques contra instalações militares americanas localizadas no Bahrein e no Kuwait.
Segundo Teerã, a ofensiva foi uma resposta aos bombardeios realizados pelos Estados Unidos contra alvos iranianos após ataques atribuídos ao Irã contra petroleiros no Estreito de Ormuz.
Os episódios representam mais um revés para o frágil cessar-fogo firmado entre os dois países e ampliam a preocupação da comunidade internacional com uma possível escalada do conflito.
Leia também: Iranianos pedem vingança contra Trump durante cortejo de Ali Khamenei
Secretário-geral da Otan apoia resposta americana
Também durante a cúpula, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que a reação militar dos Estados Unidos foi necessária diante dos acontecimentos recentes.
Segundo ele, os ataques contra embarcações comerciais justificam uma resposta firme de Washington para proteger a segurança da navegação internacional.
A declaração reforça o apoio da aliança militar à posição adotada pelo governo americano diante da crise.
Irã acusa EUA de romper acordo
Do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, voltou a acusar os Estados Unidos de descumprirem os termos do cessar-fogo.
Em publicação na rede social X, o parlamentar afirmou que Washington violou o entendimento ao retomar sanções contra o petróleo iraniano, realizar novos bombardeios no sul do país e manter ameaças de novas ofensivas militares.
Ghalibaf também criticou o que chamou de continuidade da “agressão sionista” na região, citando ainda medidas relacionadas ao Estreito de Ormuz.
Cenário segue indefinido
Enquanto Estados Unidos e Irã trocam acusações sobre quem rompeu primeiro o acordo de cessar-fogo, a possibilidade de retomada das negociações permanece incerta.
A nova escalada militar aumenta a tensão no Oriente Médio e mantém os mercados internacionais atentos aos possíveis impactos sobre o comércio marítimo e os preços do petróleo.

