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Política – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro chegou a considerar deixar o Partido Liberal (PL) em meio à crise familiar envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A informação foi divulgada pela CNN Brasil nesta quarta-feira (1º) e aponta que aliados convenceram Michelle a permanecer na legenda, já que uma mudança de partido inviabilizaria uma eventual candidatura nas eleições deste ano.
A possibilidade de saída surgiu durante o agravamento das divergências internas na família Bolsonaro, mas acabou sendo descartada após avaliações jurídicas e políticas.
Mudança de partido impediria candidatura em 2026
Segundo relatos, Michelle Bolsonaro cogitou migrar para outra legenda como forma de conquistar maior autonomia política em relação aos enteados.
Entre os partidos analisados estavam o Republicanos e o PP, siglas que abrigam aliadas da ex-primeira-dama, como a senadora Damares Alves e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão.
No entanto, aliados alertaram que o prazo de filiação partidária para disputar as eleições deste ano terminou em abril. Dessa forma, uma troca de partido impediria Michelle de registrar candidatura em 2026.
Diante desse cenário, a orientação recebida foi permanecer no PL e avaliar uma eventual mudança apenas após o atual processo eleitoral.
Saída do comando do PL Mulher
Na terça-feira (30), Michelle anunciou sua saída da presidência do PL Mulher. A decisão foi discutida em reunião com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, em meio à repercussão da crise familiar.
De acordo com a reportagem, Valdemar reafirmou confiança na ex-primeira-dama e a convidou para participar, nesta quarta-feira (1º), de um encontro organizado pelo senador Flávio Bolsonaro com mulheres conservadoras.
Michelle, porém, informou que não pretende comparecer ao evento. Segundo pessoas próximas, ela deve concentrar sua atenção nos cuidados com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que aguarda decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre a manutenção da prisão domiciliar.
Repercussão nas redes sociais influenciou estratégia
Aliados afirmam que Michelle Bolsonaro ficou surpresa com a repercussão negativa de um vídeo publicado recentemente nas redes sociais. A expectativa era de maior apoio da militância conservadora, mas a reação foi diferente da esperada.
Após o episódio, interlocutores recomendaram que ela reduzisse a exposição pública temporariamente e voltasse ao centro da campanha apenas durante o período eleitoral, previsto para começar em agosto.
Enquanto isso, o PL busca administrar os reflexos da crise interna sem ampliar os desgastes em um momento considerado estratégico para a legenda.

