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Faixa de Gaza
Reprodução internet
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Mundo – Ao menos nove pessoas morreram em novos ataques e tiroteios israelenses na Faixa de Gaza neste sábado (20), segundo autoridades de saúde do território palestino. Entre as vítimas estão duas mulheres e uma criança. Os episódios ocorrem mesmo após o cessar-fogo firmado em outubro entre Israel e o Hamas, que interrompeu os principais combates, mas não pôs fim às ações militares na região.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, mais de mil palestinos morreram desde a entrada em vigor da trégua.

Ataque em prédio na Cidade de Gaza matou criança e duas mulheres

Segundo autoridades de saúde palestinas, quatro pessoas morreram após um bombardeio atingir um edifício residencial no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza. Entre as vítimas estão duas mulheres e uma criança.

O ataque destruiu o apartamento atingido e deixou vários feridos. Em resposta, as Forças Armadas de Israel informaram apenas que tinham realizado uma operação contra um militante, sem divulgar detalhes adicionais.

Outras ofensivas deixaram vítimas em diferentes regiões

Na cidade de Beit Lahiya, no norte da Faixa de Gaza, uma mulher foi morta por disparos israelenses, de acordo com equipes de resgate.

Já em Khan Younis, no sul do território, um ataque aéreo matou uma pessoa e deixou outras oito feridas. Horas depois, outro bombardeio atingiu o campo de refugiados de Bureij, na região central, matando três pessoas, entre elas um fotógrafo local, segundo médicos.

Até a publicação desta reportagem, o Exército israelense não havia se pronunciado sobre esses ataques específicos.

Mais de mil palestinos morreram desde o cessar-fogo

Embora o cessar-fogo estabelecido em outubro tenha reduzido os combates em larga escala, os confrontos e ataques continuam ocorrendo.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, 1.010 palestinos foram mortos por disparos israelenses desde o início da trégua. No mesmo período, quatro soldados israelenses morreram em ações atribuídas a militantes palestinos.

Israel afirma que as operações têm como objetivo impedir ataques iminentes do Hamas e de outros grupos armados.

Negociações sobre plano para Gaza seguem sem acordo

As negociações envolvendo Egito, Catar, Turquia e representantes ligados ao plano proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não chegaram a um consenso sobre a próxima fase para Gaza.

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o enviado Nickolay Mladenov apresentou uma versão revisada do roteiro para a região, contemplando algumas demandas do Hamas, mas mantendo pontos considerados sensíveis pelas facções palestinas.

Israel defende que o Hamas entregue as armas e deixe de participar da administração de Gaza. Já o grupo palestino condiciona qualquer desarmamento total ao início de um processo político voltado à criação de um Estado palestino.

De acordo com dados israelenses, os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 deixaram cerca de 1.200 mortos em Israel. Em contrapartida, o Ministério da Saúde de Gaza afirma que mais de 73 mil palestinos morreram no território desde o início da guerra.

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