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Juiz de Fora – A cidade de Juiz de Fora passou a contar com um novo serviço de acolhimento voltado a vítimas de racismo e discriminação. A ouvidoria popular Disk Racismo JF oferece escuta qualificada, orientação jurídica e suporte psicológico de forma gratuita e sigilosa.
A iniciativa reúne profissionais das áreas de advocacia, assistência social e psicologia para prestar atendimento especializado às vítimas.
Projeto busca acolhimento humanizado
Segundo a coordenadora do projeto, a advogada Carina Dantas, o objetivo é oferecer suporte humanizado para pessoas que sofreram discriminação racial na cidade e na região.
“O projeto conta com advogados, assistentes sociais e psicólogos”, destacou.
Além do atendimento direto, a ouvidoria também atua em parceria com a Defensoria Pública e com a Rede Nacional de Bacharéis e Advogados Negros para fortalecer o suporte legal às vítimas.
Minas Gerais registra mais de mil casos
Dados do Painel do Conselho Nacional de Justiça apontam que Minas Gerais possui mais de mil processos relacionados a crimes de racismo e injúria racial em andamento.
Somente em Juiz de Fora, cerca de 37 casos seguem pendentes de julgamento.
Os números reforçam o debate sobre racismo estrutural e a necessidade de canais especializados para acolhimento e orientação das vítimas.
Como funciona o atendimento
Os atendimentos do Disk Racismo JF são realizados de forma presencial e também online, via WhatsApp.
Atendimento presencial
O serviço funciona no Centro Comercial Solar Palace, localizado na Rua Halfeld, 525, sala 1.206, no Centro de Juiz de Fora.
Os horários de funcionamento são:
- Terça-feira: das 13h às 18h
- Sexta-feira: das 8h às 12h
Atendimento online
As vítimas também podem entrar em contato pelo WhatsApp no número (32) 98509-0700.
Segundo os organizadores, todos os atendimentos são sigilosos.
Serviço amplia debate sobre racismo
Além do acolhimento individual, o Disk Racismo JF pretende ampliar discussões sobre discriminação racial e direitos da população negra.
Especialistas apontam que iniciativas desse tipo ajudam a combater a subnotificação de casos e incentivam vítimas a buscar orientação jurídica e psicológica.
A criação da ouvidoria acontece em um cenário de maior debate nacional sobre racismo, violência simbólica e acesso à justiça.

