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A força da cafeicultura brasileira já tem encontro marcado em 2026. Entre os dias 26 e 28 de maio, a cidade de Três Pontas receberá a 29ª edição da Expocafé 2026, considerada a maior feira da cafeicultura do país. Realizado pela Cocatrel, o evento promete reunir milhares de visitantes, produtores rurais, pesquisadores, empresas e lideranças do agronegócio em um dos mais importantes polos cafeeiros do Brasil.
A edição deste ano chega com um formato ainda mais estratégico, ampliando espaços de debates técnicos, oportunidades de negócios e iniciativas voltadas à sustentabilidade e à inovação no campo. Em um cenário marcado pelas transformações climáticas, pela valorização da produção sustentável e pelo avanço tecnológico nas lavouras, a feira surge como vitrine das principais tendências que devem moldar o futuro do café brasileiro.
Cafeicultura brasileira em destaque mundial
O Brasil segue como o maior produtor e exportador de café do planeta, movimentando bilhões de reais anualmente e sustentando milhares de empregos diretos e indiretos. Minas Gerais, principal estado produtor, ocupa posição estratégica nessa cadeia econômica, sendo responsável por grande parte da produção nacional.
É nesse contexto que a Expocafé se consolida como um dos eventos mais relevantes do agronegócio brasileiro. Mais do que uma feira comercial, o encontro tornou-se um espaço de construção de conhecimento, intercâmbio tecnológico e fortalecimento da cafeicultura nacional.
A organização aposta, em 2026, em uma programação mais ampla e integrada. Pela primeira vez, a abertura oficial ocorrerá antes do início da visitação aos estandes. A cerimônia será realizada no dia 25 de maio, reunindo autoridades, especialistas e representantes do setor cafeeiro em um momento voltado à discussão dos desafios e perspectivas da produção brasileira.
Tecnologia e inovação ganham protagonismo
Um dos principais pilares da Expocafé 2026 será o debate sobre inovação tecnológica no campo. A programação técnica da feira contará com palestras, simpósios e encontros especializados que devem reunir profissionais de diferentes áreas do agronegócio.
No primeiro dia de evento, o jornalista e comentarista econômico Miguel Daoud participará de uma palestra sobre mercado e economia, trazendo análises voltadas ao cenário do agronegócio brasileiro e às tendências econômicas da cafeicultura. Ainda na terça-feira, o Simpósio de Tecnologia e Inovação deve discutir soluções modernas para produtividade, mecanização, gestão e sustentabilidade nas lavouras.
A programação também abre espaço para temas sociais e estruturais do setor. O segundo dia da feira será dedicado ao protagonismo feminino na cafeicultura, com uma agenda organizada pelo Grupo Cafeína Cocatrel. O objetivo é valorizar o papel das mulheres no agronegócio e ampliar debates sobre liderança, empreendedorismo e inovação no campo.
Já no encerramento do evento, pesquisadores da Universidade Federal de Lavras participarão do Simpósio UFLA & Cocatrel, abordando os impactos dos extremos climáticos na qualidade do café produzido na região. A discussão ocorre em um momento em que eventos climáticos extremos têm afetado diretamente a produção agrícola em diversas regiões brasileiras.
Feira movimenta economia e turismo em Minas Gerais
Além da relevância técnica e econômica para o agronegócio, a Expocafé também representa um importante motor para a economia regional. A expectativa é que hotéis, restaurantes, comércios e serviços de Três Pontas e cidades vizinhas sejam diretamente beneficiados pelo fluxo de visitantes durante os três dias de programação.
Reconhecida por sua tradição cafeeira, Três Pontas deve unir negócios, turismo rural e cultura mineira em uma experiência que vai além da feira agrícola. A organização aposta em uma estrutura voltada para toda a família, com espaços de lazer, áreas infantis, praça de alimentação e atrações para diferentes públicos.
A proposta é transformar a Expocafé em um ambiente capaz de aproximar produtores, investidores e consumidores, enquanto fortalece a identidade cultural ligada à produção cafeeira brasileira.
Sustentabilidade e futuro do agro
Outro tema central da edição de 2026 será a sustentabilidade. A preocupação ambiental tem ganhado cada vez mais espaço dentro da cafeicultura nacional, impulsionada tanto pelas mudanças climáticas quanto pelas exigências do mercado internacional.
Durante o evento, a Cocatrel apresentará projetos voltados à sustentabilidade na produção de café, além de iniciativas relacionadas a certificações e práticas ambientais responsáveis. O lounge “Cocatrel Sustentável” será dedicado justamente à apresentação dessas ações, conectando inovação tecnológica e responsabilidade ambiental.
A feira também reforça o papel das cooperativas no desenvolvimento do setor. Atualmente, a Cocatrel é considerada a segunda maior cooperativa de café do Brasil, reunindo mais de 9.300 cooperados e atuando fortemente em armazenamento, comercialização, assistência técnica e desenvolvimento do agronegócio cafeeiro.
Expocafé amplia espaço de negócios no agronegócio
O ambiente de negócios segue como um dos principais atrativos da feira. Empresas de máquinas agrícolas, equipamentos, insumos e tecnologias voltadas à produção rural estarão presentes apresentando soluções que vão desde mecanização até gestão inteligente das lavouras.
A expectativa da organização é ampliar ainda mais o volume de negociações em comparação às edições anteriores, fortalecendo o papel da Expocafé como um dos principais hubs de negócios do agronegócio café no Brasil.
O pré-credenciamento gratuito para visitantes já está disponível no site oficial da feira.
Café, tradição e transformação
Mais do que celebrar a força econômica do café, a Expocafé 2026 evidencia como a cafeicultura brasileira vive um momento de transformação. Tecnologia, sustentabilidade, inovação e inclusão social passaram a ocupar posição central dentro de um setor historicamente ligado à tradição agrícola do país.
Em meio aos desafios climáticos, às novas demandas globais e à necessidade de modernização do campo, eventos como a Expocafé ajudam a definir os rumos de uma das cadeias produtivas mais importantes da economia brasileira.
Ao reunir ciência, mercado e produtores em um mesmo espaço, a feira reafirma o protagonismo do Brasil no cenário mundial do café e reforça Minas Gerais como coração da cafeicultura nacional.

