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troca de prisioneiros entre Rússia e Ucrânia
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MundoRússia e Ucrânia realizaram nesta sexta-feira (15) uma nova troca de prisioneiros de guerra como parte do acordo relacionado ao cessar-fogo de três dias mediado pelos Estados Unidos. Ao todo, 205 militares foram devolvidos por cada lado.

O acordo é considerado um dos poucos avanços concretos nas negociações diplomáticas envolvendo a guerra, que já dura cinco anos.

Zelensky diz que troca é primeiro passo para novo acordo

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que a troca representa o início de uma negociação maior entre Kiev e Moscou.

Segundo ele, os dois países concordaram anteriormente em realizar uma troca ampliada de mil prisioneiros de cada lado.

“205 ucranianos estão em casa”, escreveu Zelensky nas redes sociais ao divulgar imagens dos militares libertados, muitos deles enrolados em bandeiras da Ucrânia.

Soldados estavam presos desde 2022

De acordo com o serviço de inteligência militar ucraniano, diversos soldados libertados estavam em cativeiro desde a defesa da cidade de Mariupol, tomada pelas forças russas em 2022.

Entre os libertados há oficiais, sargentos e soldados capturados durante os primeiros anos do conflito.

Em depoimentos divulgados após a libertação, militares ucranianos relataram anos de espera e esperança por um acordo de retorno ao país.

Troca de corpos também foi realizada

Além dos prisioneiros de guerra, Rússia e Ucrânia também trocaram corpos de vítimas do conflito.

Segundo as autoridades, Moscou entregou 526 corpos à Ucrânia, enquanto recebeu 41 em retorno.

Os Emirados Árabes Unidos foram novamente citados pelos dois governos como mediadores das negociações humanitárias.

Guerra segue com ataques e tensão elevada

Apesar da troca de prisioneiros, as negociações de paz seguem praticamente estagnadas. O cessar-fogo temporário entre os dias 9 e 11 de maio foi marcado por acusações de violações entre os dois lados.

Pouco após o fim da trégua, a Rússia realizou um dos maiores ataques aéreos desde o início da guerra, utilizando drones e mísseis contra cidades ucranianas.

A Ucrânia também intensificou ataques com drones contra refinarias e estruturas energéticas em território russo.

Especialistas avaliam que as trocas de prisioneiros continuam sendo um dos raros pontos de diálogo ativo entre Moscou e Kiev em meio à continuidade da guerra.

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