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Arara-canindé é encontrada morta com marca de tiro em MG
Reprodução Polícia Militar
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Triângulo Mineiro – Uma Arara-canindé foi encontrada morta na praça da Prefeitura de Centralina, no Triângulo Mineiro, com uma marca que pode ter sido causada por disparo de arma de fogo.

O caso foi registrado na tarde de quarta-feira (5) e mobilizou equipes da Polícia Militar de Meio Ambiente, após moradores encontrarem a ave caída no chão da praça pública.

Segundo os militares, a arara apresentava um ferimento suspeito, e a causa da morte ainda será confirmada por exames periciais.

Ave protegida por lei será analisada em universidade

De acordo com o sargento Eduardo Venâncio, da Polícia Militar de Meio Ambiente, a carcaça do animal foi recolhida e encaminhada ao Instituto Médico Legal Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia.

A necropsia deve apontar se a ave foi atingida por arma de fogo, arma de pressão, pedra ou outro objeto.

Até o momento, não há informações sobre suspeitos ou possíveis testemunhas do caso.

Espécie é protegida pela legislação ambiental

A arara-canindé, conhecida pelas penas azuis e amarelas, é uma espécie silvestre nativa do Brasil e protegida pela legislação ambiental.

A lei brasileira proíbe matar, capturar, caçar ou manter animais silvestres em cativeiro sem autorização dos órgãos competentes. Crimes ambientais desse tipo podem resultar em multa, detenção e outras sanções administrativas.

Além da importância ecológica, a espécie desempenha papel fundamental na dispersão de sementes e no equilíbrio ambiental de diferentes biomas brasileiros.

Caso pode gerar investigação ambiental

O caso também foi comunicado a órgãos ambientais e autoridades responsáveis pela investigação de crimes contra a fauna.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e a Polícia Civil devem analisar se houve crime ambiental e tentativa de caça ilegal.

A morte da ave gerou indignação entre moradores e reacendeu discussões sobre violência contra animais silvestres e preservação ambiental. No coração da praça, onde normalmente ecoam passos e conversas do dia a dia, o silêncio deixado pela arara acabou falando mais alto.

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