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Brasil – A próxima edição da Bienal do Livro de SP promete uma experiência mais confortável para o público. Após corredores lotados e dificuldades de circulação em 2024, o evento vai crescer 28% em área total e ocupar novos espaços do Distrito Anhembi.
Marcada para acontecer entre os dias 4 e 13 de setembro, a feira literária quer equilibrar seu enorme sucesso de público com uma estrutura mais fluida, e menos sufocante.
Crescimento do espaço busca melhorar circulação
Na última edição, a Bienal reuniu cerca de 722 mil visitantes, consolidando-se como o maior evento literário do país. O número, no entanto, trouxe desafios: filas longas, áreas congestionadas e dificuldade de locomoção.
Agora, a organização aposta em uma área ampliada de 87 mil metros quadrados, combinando:
- melhor aproveitamento dos espaços internos;
- uso mais estratégico de áreas externas;
- criação de ambientes de convivência mais amplos.
A ideia é simples, mas essencial: permitir que o público circule com mais conforto, sem perder o clima vibrante que caracteriza o evento.
Áreas externas e alimentação ganham destaque
Uma das principais mudanças da nova edição da Bienal do Livro de SP será a valorização dos espaços ao ar livre.
Essas áreas devem abrigar:
- pontos de descanso;
- convivência entre leitores;
- expansão da praça de alimentação, que crescerá cerca de 9%.
Quem já enfrentou filas extensas para comer ou encontrar um lugar para sentar sabe o quanto essa mudança pode impactar a experiência.
Programação quer atrair público adulto
Outro movimento importante é a tentativa de diversificar o público. Tradicionalmente, a Bienal atrai muitos jovens, impulsionada por autores de literatura young adult e visitas escolares.
Esse perfil continuará presente, mas a organização quer ampliar o foco, especialmente no período noturno.
A estratégia inclui:
- programação voltada para adultos após o horário comercial;
- atividades mais tranquilas durante a noite;
- incentivo à visita fora dos horários de pico.
A lógica é aproveitar um momento em que o evento costuma ficar mais vazio e transformá-lo em uma nova oportunidade de público.
Equilíbrio entre popularidade e experiência
O crescimento da Bienal do Livro de SP reflete um fenômeno positivo: o interesse pela leitura e pelos eventos culturais segue forte no Brasil.
Mas ele também levanta um desafio inevitável: como manter a qualidade da experiência diante de multidões cada vez maiores?
A resposta parece estar na combinação de:
- planejamento de espaço;
- diversificação de horários;
- organização mais estratégica da programação.
O que esperar da próxima edição
Com 230 expositores já confirmados e uma estrutura ampliada, a expectativa é de que a Bienal de 2026 mantenha seu apelo, mas com menos aperto e mais respiro.
Para o visitante, isso pode significar algo simples, mas valioso:
tempo para explorar estandes, assistir a debates e, principalmente, viver o evento sem pressa.
Porque, no fim das contas, livros pedem calma, e talvez a Bienal esteja finalmente abrindo espaço para isso.
