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A disputa pelo governo do Paraná em 2026 começa a ganhar contornos mais nítidos. Levantamento recente do instituto Genial/Quaest indica que o senador Sergio Moro (PL) lidera todos os cenários testados, tanto em simulações de primeiro turno quanto em projeções de segundo turno. Os números reforçam uma tendência já apontada por outras pesquisas e colocam o ex-juiz da Lava Jato no centro da corrida eleitoral no estado.
Apesar da dianteira, o cenário ainda está longe de ser definitivo. Altos índices de indecisos e a possível movimentação de candidaturas ao longo dos próximos meses indicam que o jogo político permanece aberto.
Liderança consistente nos cenários estimulados
Nos cenários estimulados, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, Sergio Moro aparece com vantagem significativa sobre os adversários. Em uma das simulações, ele registra 35% das intenções de voto, à frente de Requião Filho (PDT), com 18%, e Rafael Greca (MDB), com 15%.
Quando o nome de Greca é retirado da disputa, Moro amplia sua vantagem e chega a 42%, enquanto Requião Filho sobe para 24%, mantendo-se em segundo lugar.
Os dados revelam não apenas a liderança do senador, mas também um distanciamento considerável em relação aos principais concorrentes, consolidando seu favoritismo neste momento inicial da corrida eleitoral.
Desempenho no segundo turno amplia vantagem
A vantagem de Moro se mantém e, em alguns casos, se amplia nas simulações de segundo turno. Em um eventual confronto direto com Requião Filho, o senador alcança 49% das intenções de voto, contra 30% do adversário.
Em outro cenário, contra Rafael Greca, Moro aparece com 44%, enquanto o ex-prefeito de Curitiba registra 29%.
Outros levantamentos reforçam essa tendência. Pesquisas de institutos como AtlasIntel também indicam que Moro venceria todos os adversários em um eventual segundo turno, com margens que ultrapassam os 50% em alguns cenários.
Alto índice de indecisos ainda marca o eleitorado
Apesar da liderança consolidada, um dado chama atenção: o elevado número de eleitores indecisos. No cenário espontâneo, quando nenhum nome é apresentado, cerca de 84% dos entrevistados afirmam não saber em quem votar.
Esse índice evidencia que a eleição ainda não entrou plenamente no radar do eleitorado paranaense e que há espaço significativo para mudanças ao longo da campanha.
A presença de indecisos também indica que o favoritismo atual não garante resultado definitivo, especialmente diante de possíveis alianças, mudanças partidárias e entrada de novos nomes competitivos.
Tendência confirmada por outros institutos
A liderança de Sergio Moro não é um fenômeno isolado. Outros levantamentos recentes apontam o mesmo cenário. Pesquisa do instituto Paraná Pesquisas, por exemplo, mostra o senador com índices que variam entre 46% e 52,5% das intenções de voto, chegando a flertar com a possibilidade de vitória já no primeiro turno.
Já estudos da AtlasIntel indicam que Moro ultrapassa a marca de 50% em determinados cenários, reforçando a hipótese de uma eleição com desfecho antecipado, caso o quadro atual se mantenha.
A convergência entre diferentes institutos fortalece a leitura de que há, neste momento, um candidato em posição de vantagem clara na disputa.
Rejeição e desafios no caminho
Mesmo liderando, Moro enfrenta desafios. Pesquisas indicam que o senador possui índices relevantes de rejeição, ainda que inferiores aos de alguns adversários.
Além disso, o cenário político do Paraná pode sofrer influência direta de fatores externos, como apoios nacionais, desempenho de governos e articulações partidárias. A entrada mais ativa de grupos políticos organizados pode reduzir a vantagem atual e tornar a disputa mais equilibrada.
Outro ponto relevante é a força da máquina estadual. O atual governador, Ratinho Junior (PSD), tem altos índices de aprovação, o que pode influenciar diretamente a escolha de um candidato competitivo apoiado pelo governo.
Um cenário em construção
A liderança de Sergio Moro nas pesquisas para o governo do Paraná marca um momento importante da pré-campanha, mas não encerra o debate eleitoral. Com grande parte do eleitorado ainda indecisa e um calendário político em evolução, o cenário permanece dinâmico.
Se, por um lado, os números apontam favoritismo, por outro revelam uma eleição ainda em construção, na qual estratégias, alianças e o engajamento do eleitorado serão determinantes para o resultado final.
Nos próximos meses, a tendência é que a disputa se intensifique — e que os números, hoje favoráveis, sejam testados sob o peso real da campanha eleitoral.
