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(foto: divulgação/ PCMG)
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Investigação apontou falsidade em laudo, divergência no número de animais mortos e indícios de maus-tratos durante abate irregular.

Um empresário e um médico veterinário foram presos suspeitos de fraudar uma seguradora ao apresentarem informações falsas sobre a morte de bovinos após o tombamento de um caminhão carregado com gado na região de Uberaba, no Triângulo Mineiro. De acordo com a Polícia Civil, os investigados declararam que 14 animais haviam morrido no acidente, quando, na realidade, apenas dez óbitos foram confirmados.

As investigações tiveram início após agentes da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais abordarem um caminhão que transportava três bovinos abatidos de forma irregular, sem qualquer tipo de acondicionamento sanitário adequado. Questionado, o motorista afirmou que havia sido contratado para levar os animais até a comunidade rural Capelinha do Barreiro e indicou que outros bovinos estariam em um posto de combustíveis às margens da rodovia LMG-798.

No local indicado, os policiais encontraram um segundo caminhão, que transportava dez animais mortos. Um dos condutores relatou ter presenciado o momento em que o responsável pela operação solicitou que um homem realizasse o abate de três bovinos ainda vivos, que posteriormente foram carregados no primeiro veículo interceptado.

Segundo a Polícia Civil, o gado era proveniente de um caminhão que transportava 69 cabeças e havia tombado nas proximidades do acesso ao distrito de Almeida Campos. Parte dos animais foi encaminhada para confinamento em Frutal, enquanto 14 permaneceram no local do acidente — sendo dez já mortos e quatro ainda vivos.

A perícia técnica constatou indícios de maus-tratos durante o abate dos três bovinos, realizado em desacordo com normas técnicas e sanitárias. Durante os depoimentos, o empresário confessou ter informado à seguradora que 14 animais haviam morrido, embora soubesse que apenas dez tinham ido a óbito. A empresa seguradora confirmou a divergência e também apontou inconsistências na destinação dos quatro bovinos sobreviventes.

O médico veterinário admitiu ter emitido um laudo atestando a morte de 14 animais, mesmo tendo verificado apenas dez, alegando que elaborou o documento a pedido do empresário.

Os dois foram presos em flagrante e devem responder pelos crimes de maus-tratos a animais, falsidade ideológica e estelionato por fraude contra seguradora. O caso segue sob investigação.

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