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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou nesta sexta-feira (10) a intenção de desarmar completamente o grupo palestino Hamas, mesmo após o início do cessar-fogo em Gaza, em vigor desde as 6h (horário de Brasília). A declaração foi feita em discurso transmitido pela TV e divulgado nas redes sociais, cerca de uma hora após o anúncio formal do acordo.
“Hamas será desarmado e Gaza será desmilitarizada. Se isso for alcançado da maneira fácil, tanto melhor. E, se não, será alcançado da maneira difícil”, afirmou Netanyahu. Segundo ele, o grupo palestino só aceitou os termos do acordo por estar sob intensa pressão militar: “O Hamas só concordou com o acordo quando sentiu a espada pousada em seu pescoço, e ela ainda está em seu pescoço.”
O cessar-fogo, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marca a primeira etapa de um plano mais amplo para encerrar o conflito, que já dura dois anos. A fase inicial inclui a troca de reféns israelenses — vivos ou mortos — por prisioneiros palestinos detidos por Israel.
Netanyahu expressou gratidão às Forças de Defesa de Israel e à população do país pela “resiliência e determinação ao longo dos dois anos de conflito”. Reiterou o compromisso de trazer todos os reféns de volta, destacando: “Prometemos — e estamos cumprindo.”
O primeiro-ministro também apoiou o segundo estágio do plano proposto por Trump, que prevê a desmilitarização completa da Faixa de Gaza e a destruição da infraestrutura militar do Hamas. “Precisamos garantir que Gaza nunca mais volte a representar uma ameaça”, disse Netanyahu.
As declarações sinalizam que, apesar do cessar-fogo, Israel manterá firme sua posição quanto ao futuro da região e do grupo que domina Gaza desde 2007.

