Publicidade
Câmara pode votar nesta terça a PEC da Blindagem, que amplia proteção a parlamentares
Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Getting your Trinity Audio player ready...

A Câmara dos Deputados incluiu na pauta desta terça-feira (16) a votação da Proposta de Emenda à Constituição conhecida como PEC da Blindagem. A medida amplia a proteção de parlamentares diante da Justiça e foi articulada após reunião do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), com lideranças partidárias.

A proposta retoma uma regra em vigor entre 1988 e 2001, que condicionava a abertura de processos criminais contra deputados e senadores à autorização prévia do Congresso. Durante aquele período, mais de 250 pedidos apresentados pelo Supremo Tribunal Federal foram arquivados, com apenas uma ação autorizada.

O novo texto em discussão estabelece que a Casa legislativa a que pertença o parlamentar terá prazo de até 90 dias para decidir sobre a abertura do processo. Caso não haja deliberação nesse período, a autorização será automaticamente concedida. A minuta prevê que a votação seja secreta e amplia o foro privilegiado para presidentes nacionais de partidos políticos, que passariam a ser julgados exclusivamente pelo Supremo Tribunal Federal.

Na manhã desta terça-feira, Motta substituiu o relator da PEC e designou o deputado Claudio Cajado (PP-BA), aliado do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), apontado como um dos principais articuladores da proposta.

Além da PEC da Blindagem, lideranças da Câmara pressionam para que avance a análise de um requerimento de urgência para a proposta de anistia a condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. O pedido deve ser discutido nesta quarta-feira (17), mas enfrenta resistência no plenário. Parlamentares avaliam que, caso não seja aprovado, poderá ser construído um texto alternativo que reduza as penas impostas.

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Destaques ISN

Relacionadas

Menu