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Ministério da Segurança Pública
Reprodução internet
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Política – A possível criação de um Ministério da Segurança Pública pelo governo federal colocou em discussão os nomes que poderão comandar a nova pasta. Entre os cotados estão políticos ligados ao PT, como Rui Costa e Camilo Santana, além de profissionais com atuação técnica na área, como o promotor Lincoln Gakiya e o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.

A lista foi comentada pelo analista de política Pedro Venceslau durante o programa CNN 360º, na quarta-feira (4). Segundo ele, a escolha envolve uma decisão entre indicar um nome com maior influência política ou apostar em um perfil técnico.

Políticos do PT aparecem entre os cotados

Entre os nomes de perfil político estão Rui Costa e Camilo Santana, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT).

Rui Costa, ex-ministro da Casa Civil e eleito senador, é considerado um dos principais quadros do partido na Bahia e mantém proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sua experiência como governador do estado também é apontada como um fator relacionado à área de segurança pública.

Camilo Santana, também senador, aparece como outra possibilidade. De acordo com a análise de Venceslau, assumir uma pasta de grande visibilidade poderia ampliar sua projeção política e colocá-lo em evidência no cenário nacional, inclusive diante das articulações para a sucessão presidencial de 2030.

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad também foi mencionado entre os nomes que poderiam representar o PT em uma eventual escolha.

Venceslau, no entanto, destacou que a exposição política da pasta pode trazer riscos ao indicado. Segundo o analista, o desgaste provocado pelos desafios da segurança pública poderia prejudicar a trajetória de um nome escolhido para ganhar projeção nacional.

Lincoln Gakiya e Chico Lucas são opções técnicas

Entre os nomes com perfil técnico, o promotor Lincoln Gakiya aparece como uma das possibilidades. Ele atua no Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público de São Paulo, e é conhecido pelo trabalho de combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Gakiya acompanha há anos a atuação da facção criminosa e já recebeu ameaças de morte em razão de sua atividade profissional. Conforme a avaliação apresentada por Venceslau, o promotor tem conhecimento sobre a estrutura e o funcionamento do PCC e de outras organizações criminosas.

Outro nome citado é o de Chico Lucas, atual secretário nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça. Advogado e procurador, ele já comandou a Secretaria de Segurança Pública do Piauí.

Lucas também está associado ao desenvolvimento do programa Celular Seguro, iniciativa do governo federal voltada à proteção de usuários em casos de roubo, furto ou perda de aparelhos.

Escolha ainda não foi definida

Apesar dos nomes mencionados, não há definição sobre quem poderá assumir o comando de um eventual Ministério da Segurança Pública. A avaliação também considera os riscos políticos e o perfil necessário para conduzir uma área de grande repercussão nacional.

Venceslau ressaltou que listas de possíveis indicados costumam circular durante períodos de transição e que o escolhido pode não estar entre os nomes inicialmente especulados.

Até o momento, portanto, os citados são apenas possibilidades levantadas no debate político, sem confirmação de indicação oficial.

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