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água em Banabuiú
Reprodução internet
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Brasil – Moradores de Banabuiú, no interior do Ceará, voltaram a formar filas nesta terça-feira (3) para comprar água mineral em um ponto de distribuição emergencial. A operação conta com escolta policial após comerciantes da cidade receberem ameaças atribuídas à facção criminosa Comando Vermelho.

A entrega dos garrafões foi retomada na manhã de terça-feira, na Praça da Matriz, com apoio logístico da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). Embora estivesse prevista para começar às 7h, a distribuição teve início por volta das 11h.

Cada morador pode adquirir até dois garrafões de 20 litros, pelo valor de R$ 6 cada. No primeiro dia da operação, no sábado (31), o limite era de três unidades por pessoa.

Segundo o prefeito de Banabuiú, Marcílio Coelho, pelo menos mil garrafões são distribuídos diariamente. O valor cobrado é o mesmo praticado normalmente pelas distribuidoras. A operação não tem prazo definido para terminar e deve continuar nos próximos dias.

Moradores precisam buscar água em ponto de distribuição

A retomada do abastecimento emergencial ocorre após a suspensão da entrega no domingo (1º) e na segunda-feira (2), feriado.

Com a interrupção das entregas em domicílio, os moradores precisam se deslocar até a Praça da Matriz para buscar os garrafões. Parte da população faz o trajeto a pé ou de motocicleta, transportando os recipientes até suas casas.

A situação tem provocado transtornos para quem depende da água mineral e precisa enfrentar filas para garantir o abastecimento.

Facção é suspeita de ameaçar comerciantes

As ameaças começaram em 19 de outubro, quando comerciantes que vendem água mineral em Banabuiú passaram a receber mensagens atribuídas ao Comando Vermelho.

Segundo os relatos, o grupo criminoso exigia que os estabelecimentos obedecessem às suas determinações e não comercializassem água sem autorização.

Também foram relatadas cobranças financeiras aos comerciantes. Entre os valores mencionados estão R$ 200 para permitir que um estabelecimento continuasse funcionando e R$ 750 por semana para autorizar a venda de garrafões.

Outros distribuidores teriam sido obrigados a pagar R$ 1,50 por garrafão comercializado.

Três homens foram presos

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que três homens foram presos em 22 de outubro, três dias após o início das ameaças.

Eles são apontados pelas autoridades como responsáveis por receber os valores cobrados dos comerciantes e permanecem presos.

Até a retomada da distribuição, não haviam sido registradas novas prisões relacionadas ao caso, conforme as informações apuradas pela reportagem.

Enquanto a situação não é normalizada, os moradores continuam dependendo da operação emergencial para comprar água mineral na cidade.

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