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dólar hoje
Reprodução Valter Campanato/Agência Brasil
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Economia – O dólar fechou em queda frente ao real nesta terça-feira (20), cotado a R$ 5,019, enquanto o Ibovespa avançou 1,57% e encerrou o pregão acima dos 208 mil pontos. O desempenho positivo do mercado financeiro brasileiro foi influenciado pela desvalorização da moeda americana no exterior, pela entrada de recursos estrangeiros e pelas expectativas relacionadas ao cenário eleitoral.

A queda dos preços internacionais do petróleo também contribuiu para o maior apetite dos investidores por ativos considerados de risco.

Dólar registra terceira queda consecutiva

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,019, com recuo de 0,58%. Foi o terceiro pregão consecutivo de baixa da moeda americana em relação ao real. Ao longo da sessão, a cotação chegou perto de R$ 5.

No mercado internacional, o índice DXY, que compara o dólar com uma cesta de seis moedas fortes, caía cerca de 0,26% no fim da tarde. O movimento ocorreu em meio a indicadores mais fracos do setor imobiliário dos Estados Unidos e às expectativas sobre os próximos passos da política de juros do país.

Outro fator que contribuiu para a desvalorização foi a redução dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, conhecidos como Treasuries. Com retornos menores nesses papéis, investimentos em outros mercados podem se tornar mais atraentes, favorecendo a transferência de recursos para economias emergentes, como a brasileira.

No Brasil, a perspectiva de novos investimentos estrangeiros na Bolsa também ajudou a sustentar o real. As expectativas sobre a disputa presidencial e seus possíveis efeitos na economia permanecem entre os fatores acompanhados pelos investidores.

Em outubro, o dólar acumulava queda de 3,02%. No conjunto de 2026, a desvalorização chegava a 8,56%.

Ibovespa supera 208 mil pontos

O principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, encerrou o pregão aos 208.295,98 pontos, com alta de 1,57%. Durante a tarde, atingiu a máxima de 208.941,57 pontos, avanço de 1,88% em relação ao fechamento anterior.

O resultado colocou o indicador em seu nível mais alto desde 9 de outubro. A valorização foi favorecida pela entrada de capital estrangeiro e pelo desempenho de ações de empresas sensíveis às perspectivas para os juros e para a atividade econômica.

A expectativa de condições financeiras mais favoráveis pode beneficiar companhias que dependem de crédito e consumo. Juros menores tendem a reduzir custos de financiamento e podem estimular a atividade econômica, embora os efeitos variem de acordo com o setor e a situação de cada empresa.

Petróleo Brent fecha em queda

O petróleo Brent, referência internacional para os preços da commodity, terminou o dia cotado a US$ 108,79 por barril, com recuo de 0,69%.

A queda ocorreu em meio a notícias sobre possíveis avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã para um acordo relacionado ao conflito no Oriente Médio. A perspectiva de redução das tensões contribuiu para diminuir parte da pressão sobre os preços.

O petróleo influencia os custos de energia e transporte e, consequentemente, as expectativas de inflação. Se a redução das cotações persistir, poderá aliviar parte das pressões inflacionárias globais e influenciar as decisões de política monetária das principais economias.

Confira os números do mercado financeiro

  • Dólar comercial: R$ 5,019, queda de 0,58% no dia.
  • Dólar em outubro: recuo acumulado de 3,02%.
  • Dólar em 2026: queda acumulada de 8,56%.
  • Ibovespa: 208.295,98 pontos, alta de 1,57%.
  • Máxima do Ibovespa: 208.941,57 pontos.
  • Petróleo Brent: US$ 108,79 por barril, queda de 0,69%.
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