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Educação – O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN) lançou nesta quarta-feira (16) o documentário Educação e Ciência por um Brasil que dá certo. A estreia nacional ocorreu às 17h, na Casa de Cultura Japonesa da Universidade de São Paulo (USP), no campus Butantã, em São Paulo.
Com 25 minutos de duração, o filme tem direção de André Manfrim e produção da Cajuína Filmes. A obra reúne depoimentos de estudantes, docentes, lideranças sindicais e outras pessoas que relatam como o ensino superior e a pesquisa científica impactam suas vidas.
O documentário integra a campanha “Lutar não é Crime!”, promovida pelo ANDES-SN. Segundo o sindicato, a iniciativa busca chamar a atenção para a importância da educação superior e da ciência públicas e discutir os impactos de questões ideológicas e orçamentárias sobre essas áreas.
Documentário reúne depoimentos sobre universidades públicas
Ao longo do filme, os participantes discutem a contribuição das universidades e instituições de pesquisa para a formação profissional, a produção científica e a transformação social.
Entre os participantes estão o professor e escritor Jefferson Tenório, a representante da União Nacional dos Estudantes (UNE) Bianca Borges e o presidente do ANDES-SN, Cláudio Mendonça. O documentário também apresenta relatos de brasileiros que tiveram suas trajetórias influenciadas pelo ensino superior e pela ciência.
Segundo o presidente do sindicato, a produção pretende estimular o debate sobre a importância das instituições públicas de ensino e pesquisa e apresentar a educação e a ciência como áreas estratégicas para o desenvolvimento do país.
Dados sobre educação e ciência aparecem no filme
O documentário também utiliza dados para discutir a presença das universidades públicas na produção científica brasileira.
De acordo com informações divulgadas pelo ANDES-SN, mais de 95% da produção científica brasileira é realizada por universidades públicas. O sindicato também cita dados do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), segundo os quais quatro das seis instituições que mais solicitaram patentes no país são universidades públicas.
Outro dado apresentado pelo sindicato aponta que a participação de estudantes negros e negras nas universidades públicas aumentou mais de 22% nos últimos 20 anos, chegando a 51,2% das matrículas.
Ainda segundo o levantamento citado pelo ANDES-SN, 64,7% dos estudantes das universidades públicas vieram integral ou majoritariamente de escolas públicas, enquanto 70,1% pertencem a famílias com renda mensal per capita de até 1,5 salário mínimo.
Ensino superior também aparece relacionado ao mercado de trabalho
O filme aborda ainda a relação entre escolaridade e condições de trabalho.
Segundo dados do IBGE apresentados pelo ANDES-SN, a taxa de emprego informal é 45% menor entre pessoas com ensino superior completo quando comparadas às que concluíram apenas o ensino médio.
A entidade também cita uma diferença de renda: trabalhadores com ensino superior recebem, em média, 148% a mais do que aqueles que possuem apenas o ensino médio.
Os números são utilizados pelo sindicato para defender a importância da educação superior na formação profissional e na inserção dos trabalhadores no mercado.
Documentário terá lançamentos em outras cidades
Após a estreia em São Paulo, o documentário terá sessões em outras cinco capitais brasileiras.
O calendário divulgado pelo ANDES-SN prevê:
- 17 de setembro: Rio de Janeiro, no Salão Nobre do IFCS/UFRJ, às 17h;
- 23 de setembro: Brasília, no Auditório da ADUnB, no campus Darcy Ribeiro, às 17h;
- 24 de setembro: Salvador, no Auditório do PAF3, na UFBA, às 17h;
- 30 de setembro: Manaus, no Largo de São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas, às 17h;
- 7 de outubro: Curitiba, no Cine Passeio, às 19h.
O sindicato também informou que o filme será disponibilizado posteriormente em seu canal no YouTube.

