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“Nada tenho a temer”. A declaração foi feita pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (17), ao comentar as possíveis represálias após ele ter levado adiante informações recebidas da Polícia Federal relacionadas ao caso Banco Master.
Mendonça afirmou que já havia sido advertido, de forma explícita e implícita, sobre possíveis ataques contra ele e pessoas próximas. Segundo o ministro, as intimidações não vão impedir que continue exercendo suas funções.
No mesmo dia, o ministro Flávio Dino determinou que a Polícia Federal avance em novas apurações relacionadas ao Banco Master, mas estabeleceu que qualquer investigação que possa atingir André Mendonça não seja conduzida pela PF neste procedimento sem autorização do STF.
A decisão ocorre em meio à disputa envolvendo Mendonça e Alexandre de Moraes na investigação sobre o banco. Mendonça é relator de um dos procedimentos e havia determinado o andamento de informações da PF que incluem mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Moraes, por sua vez, pediu a abertura de uma investigação contra Mendonça, acusando o colega de abuso de autoridade e de direcionamento das apurações. Mendonça nega as acusações.
Inicialmente, uma sessão para analisar o relatório da PF sobre a atuação de Mendonça estava marcada para 23 de setembro. Fachin, porém, adiou o julgamento e ainda não definiu uma nova data.
O caso continua movimentando o STF e envolve diferentes apurações sobre as relações entre ministros da Corte e pessoas ligadas ao Banco Master.

