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Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quinta-feira (3) o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, por atuar contra o avanço da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.
A declaração foi publicada por Lula nas redes sociais um dia após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho.
Segundo o presidente, a oposição estaria tentando impedir o avanço da medida no Congresso. Lula afirmou que é importante que os brasileiros saibam quem está trabalhando pela mudança e quem, segundo ele, tenta barrar a proposta.
Lula defende mais um dia de descanso
Na publicação, Lula afirmou que a aprovação da PEC pode garantir um dia a mais de descanso aos trabalhadores sem redução de salário.
O presidente também criticou o argumento de que uma redução da jornada poderia provocar prejuízos à economia.
Segundo Lula, argumentos semelhantes foram utilizados no passado quando trabalhadores conquistaram direitos como férias e 13º salário.
O presidente também afirmou que a escala 6×1 afeta a saúde mental dos trabalhadores e destacou que muitas pessoas que trabalham seis dias por semana utilizam o sétimo dia para realizar tarefas domésticas.
PEC do fim da escala 6×1 avança no Senado
A PEC que prevê o fim da escala 6×1 foi aprovada de forma simbólica pela CCJ do Senado na quarta-feira (2).
O texto recebeu votos contrários dos senadores Rogério Marinho, Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
A proposta ainda não está aprovada definitivamente. Depois da análise da CCJ, ela precisa ser votada pelo plenário do Senado em dois turnos e necessita de pelo menos 49 votos favoráveis para avançar.
O tema é tratado como uma das prioridades do governo Lula e também possui forte apelo entre trabalhadores em um ano eleitoral.
Governo tenta acelerar tramitação
Governistas conseguiram aprovar um requerimento para acelerar a tramitação da PEC e estabelecer um calendário especial para a análise da proposta.
O relator no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), decidiu manter o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em maio e não acolher novas emendas.
A estratégia busca evitar que a proposta tenha de retornar à Câmara para uma nova análise, o que poderia atrasar a tramitação.
Enquanto o governo defende a redução da jornada e o fim da escala 6×1, setores da oposição questionam os possíveis impactos econômicos da mudança.
O próximo passo será a análise da PEC pelo plenário do Senado. Caso consiga os votos necessários nos dois turnos, a proposta seguirá conforme o rito constitucional para a continuidade de sua tramitação.

