Foto: Rodrigo Garcia/ CMU
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Parlamentar foi detido em casa nesta terça-feira; Polícia Civil também realiza buscas na Câmara e cumpre medidas de afastamento relacionadas ao gabinete

A segunda fase da Operação Caça-Fantasmas levou à prisão do vereador Almir Silva (Republicanos) na manhã desta terça-feira (1º), em Uberaba. O parlamentar foi detido em casa e, segundo informações divulgadas até o momento, é o único alvo de mandado de prisão nesta etapa. Paralelamente, equipes da Polícia Civil realizam diligências na Câmara Municipal.

A operação reúne cerca de 55 policiais e prevê 15 mandados de busca e apreensão, além de sete afastamentos de funções. As medidas estão relacionadas ao núcleo de investigação envolvendo o gabinete de Almir. A Polícia Civil ainda não informou se a prisão é preventiva ou temporária nem detalhou os fatos que fundamentaram a decisão judicial. A defesa do vereador também não havia se manifestado.

A investigação teve início a partir de elementos identificados na Operação Glifosato e chegou à Câmara em 2025. Em uma etapa anterior, 18 pessoas foram indiciadas por suspeitas de crimes como organização criminosa, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Em maio deste ano, o Ministério Público denunciou Almir e outras quatro pessoas por um suposto esquema envolvendo assessores parlamentares que recebiam remuneração sem cumprir efetivamente as funções. Segundo o MPMG, somente esse núcleo teria causado prejuízo superior a R$ 636 mil. A Justiça recebeu a denúncia, mas havia negado anteriormente o afastamento cautelar do vereador do mandato.

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