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ataques russos contra Kiev
Reprodução internet
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Mundo – Ao menos 12 pessoas morreram e mais de uma dúzia ficou ferida após uma nova onda de ataques aéreos russos contra Kiev e cidades da região da capital da Ucrânia nesta terça-feira (1º). Entre os feridos estão crianças, segundo autoridades ucranianas.

A ofensiva ocorre pelo sexto dia consecutivo de ataques contra Kiev, enquanto seguem as tentativas diplomáticas para encontrar uma saída para a guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada após a invasão em larga escala russa em fevereiro de 2022.

Segundo o serviço de emergência ucraniano, oito pessoas morreram na capital e cinco ficaram feridas, entre elas três crianças. Diferentes pontos de Kiev também registraram incêndios após os ataques.

Mísseis e drones atingem região de Kiev

Na cidade de Boryspil, na região metropolitana de Kiev, uma pessoa morreu e outras nove ficaram feridas, incluindo uma criança.

De acordo com o governador regional, Tymur Tkachenko, mísseis e drones atingiram e danificaram um prédio residencial e uma instalação comercial.

As autoridades emitiram alertas de ataque aéreo para grande parte do território ucraniano nas primeiras horas desta terça-feira.

A sequência de ataques tem afetado a rotina de milhões de pessoas que vivem em Kiev e nas áreas próximas à capital.

Rússia também registra ataques com drones

A ofensiva não ficou restrita ao território ucraniano. Na Rússia, autoridades relataram ataques com drones em diferentes regiões.

Na área portuária de Ust-Luga, no noroeste do país, um ataque provocou um incêndio enquanto as forças russas tentavam interceptar drones. O local é um importante ponto de exportação russo.

Na região de Samara, a aproximadamente 800 quilômetros a sudeste de Moscou, instalações civis foram danificadas durante um ataque aéreo, segundo o governador local.

Na fronteira com a Romênia, país integrante da União Europeia e da Otan, um novo ataque também interrompeu temporariamente as operações de passagem em Orlivka, às margens do rio Danúbio.

Rússia e Ucrânia afirmam que não têm como alvo deliberadamente a população civil. Os relatos sobre os danos não puderam ser verificados de forma independente pela Reuters.

Ataques acontecem durante novas tentativas de negociação

A nova ofensiva ocorre em meio a esforços para retomar as negociações de paz.

Na segunda-feira (31), o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou ter realizado uma conversa considerada por ele “detalhada e construtiva” com Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo Zelenskiy, os dois lados trabalhavam para definir as datas de uma visita dos representantes americanos à Ucrânia, com o objetivo de avançar nas negociações.

Também na segunda, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, afirmou ao presidente russo, Vladimir Putin, que a guerra precisava terminar em nome da humanidade. Putin respondeu que Moscou estava “avançando nesse caminho”.

Apesar das iniciativas diplomáticas, os ataques continuam em diferentes pontos dos dois países.

Otan reforça atenção diante de incidentes

A intensificação dos ataques e dos episódios envolvendo drones também aumenta a preocupação entre integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), principalmente nos países que fazem fronteira com a Rússia.

A missão de policiamento aéreo da aliança no Báltico acionou temporariamente caças na Letônia. A Finlândia também restringiu o tráfego aéreo e marítimo em áreas próximas à Rússia.

Na Estônia, o ministro das Relações Exteriores, Margus Tsahkna, afirmou que o país chegou a emitir brevemente um alerta de ameaça aérea e agradeceu à Otan pela resposta.

Os novos ataques evidenciam que, apesar das conversas diplomáticas em andamento, o conflito entre Rússia e Ucrânia continua provocando mortes, danos à infraestrutura e tensão nas regiões próximas às fronteiras.

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