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Política – O governo federal realizou nesta terça-feira (14) uma última reunião com representantes dos Estados Unidos para tentar evitar a aplicação de nova tarifa dos EUA ao Brasil. Segundo o Palácio do Planalto, a eventual medida é considerada “injusta” e pode prejudicar as relações comerciais entre os dois países.
A decisão do governo norte-americano sobre a possível imposição de uma tarifa de 25% contra o Brasil era aguardada para esta quarta-feira (15), após uma série de negociações entre os dois governos.
Brasil reforça posição em reunião com os EUA
O encontro ocorreu de forma remota entre integrantes do Palácio do Planalto, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer.
Segundo nota divulgada pelo governo brasileiro, nenhuma das justificativas apresentadas na investigação conhecida como Seção 301 sustentaria a aplicação das tarifas.
“Como já demonstrado pelo governo brasileiro, nenhuma das razões apontadas na Seção 301 justificam a aplicação das tarifas recomendadas.”
O governo também criticou a possibilidade de outra tarifa de 12,5%, que poderá atingir o Brasil e outros 59 países por alegadas falhas no combate ao trabalho forçado.
Governo vê tarifa como cenário mais provável
Esta foi a quinta reunião entre representantes dos dois países sobre o tema.
Segundo informações apuradas pela CNN Brasil, integrantes do governo avaliam que a aplicação da tarifa baseada na investigação da Seção 301 é o cenário mais provável.
Outras possibilidades analisadas incluem o adiamento da decisão para permitir novas negociações, embora essas hipóteses sejam consideradas menos prováveis.
Brasil apresentou propostas durante negociação
Como parte da estratégia para evitar a taxação, o governo brasileiro apresentou um conjunto de medidas voltadas aos seis eixos questionados pelos Estados Unidos durante a investigação comercial.
Entre as propostas estão projetos em tramitação no Congresso Nacional e medidas administrativas elaboradas pelo Executivo.
O governo também sinalizou a possibilidade de reduzir tarifas de aproximadamente 300 linhas tarifárias, desde que a medida respeite as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Por outro lado, o Brasil reafirmou que o Pix não faz parte das negociações e permanecerá fora de qualquer acordo comercial relacionado ao tema.
A decisão dos Estados Unidos poderá influenciar diretamente as relações comerciais entre os dois países e impactar setores exportadores brasileiros.

