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Brasil – Um sociólogo de 47 anos foi preso após uma confusão na Rua da Lama, em Jardim da Penha, Vitória, no Espírito Santo. O caso envolve acusações de injúria racial em Vitória, ameaça e agressão durante um episódio que teria começado após uma tentativa de intervenção contra uma suposta importunação.
Segundo informações da Polícia Civil, o homem foi autuado em flagrante na madrugada de domingo (12). Após audiência de custódia, realizada na segunda-feira (13), a Justiça concedeu liberdade provisória ao suspeito, que deverá cumprir medidas cautelares enquanto o caso segue em investigação.
Entenda o caso registrado na Rua da Lama, em Vitória
De acordo com o relato da vítima registrado no boletim de ocorrência, a confusão começou quando um homem tentou impedir uma suposta importunação contra uma pessoa LGBTQIAPN+ que estaria sendo praticada pelo suspeito.
Ainda segundo o depoimento, após a intervenção, o sociólogo teria proferido ofensas raciais contra a vítima, além de fazer ameaças. O boletim aponta que ele teria chamado o homem de “macaco”, expressão que caracteriza uma ofensa racial quando utilizada com intenção de inferiorizar uma pessoa por sua raça ou cor.
A vítima também relatou que o suspeito teria arremessado uma cadeira e feito ameaças utilizando uma faca.
Vídeos registraram momento da confusão
Durante a ocorrência, vídeos gravados por testemunhas circularam mostrando o homem alterado no local, com falas e comportamentos que serão analisados pelas autoridades responsáveis pela investigação.
A Guarda Municipal foi acionada e realizou a abordagem. O suspeito foi levado para a Delegacia Regional de Vitória, onde foi registrado o flagrante pelos crimes apontados.
A Polícia Civil deve reunir depoimentos, imagens e outros elementos para esclarecer a dinâmica dos acontecimentos e definir as responsabilidades de cada envolvido.
Vítima relata impacto após episódio
A vítima afirmou que ficou abalada com a situação e disse que já havia enfrentado outros episódios de racismo anteriormente, mas que nunca teria vivido uma situação com esse nível de agressividade.
Casos envolvendo injúria racial em Vitória e em outras cidades brasileiras costumam gerar debates sobre a importância da denúncia e da responsabilização de condutas discriminatórias.
A injúria racial ocorre quando uma pessoa tem sua dignidade ou honra ofendida por elementos relacionados à raça, cor, etnia ou origem. Desde 2023, o Supremo Tribunal Federal equiparou a injúria racial ao crime de racismo, aumentando a proteção jurídica para vítimas desse tipo de violência.
Ufes nega vínculo com homem citado no caso
Durante a ocorrência, testemunhas relataram que o suspeito teria afirmado ser professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Em nota, a instituição informou que o homem não possui vínculo empregatício com a universidade.
A declaração passou a ser analisada dentro do contexto da ocorrência, mas não altera a apuração dos fatos relacionados às acusações registradas.
Justiça concede liberdade provisória
Após a audiência de custódia, a Justiça do Espírito Santo determinou que o suspeito responda ao processo em liberdade.
Entre as medidas impostas estão a proibição de contato com a vítima e a restrição de frequentar bares e estabelecimentos semelhantes.
O caso continua sendo investigado pelas autoridades, que devem avaliar as provas reunidas para definir os próximos passos do processo.

