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alimentos mais caros no semestre
Reprodução internet
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Economia – A inflação oficial do Brasil desacelerou em junho, mas o comportamento dos alimentos chamou atenção. Enquanto frutas, café e carnes ajudaram a aliviar o custo da alimentação, algumas hortaliças registraram aumentos expressivos no primeiro semestre de 2026, pressionando o orçamento das famílias.

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o pepino, a cenoura e o tomate lideraram as maiores altas de preços entre janeiro e junho. Já abacate, laranja-baía e laranja-lima ficaram entre os alimentos que mais baratearam no período.

IPCA desacelera e alimentos registram queda em junho

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação, avançou 0,16% em junho.

No grupo Alimentação e Bebidas, porém, houve retração de 0,24%, o maior impacto negativo entre todos os segmentos pesquisados pelo IBGE.

Os alimentos consumidos em casa ficaram 0,39% mais baratos no mês, após alta de 1,65% registrada em maio. Entre os produtos que contribuíram para essa queda estão:

  • Café moído: -3,72%;
  • Frutas: -1,58%;
  • Carnes: -0,64%.

Na contramão, alguns itens continuaram subindo em junho, como o feijão-carioca, com alta de 8,31%, e a batata-inglesa, que avançou 3,57%.

Os alimentos que mais ficaram caros no primeiro semestre

Segundo o levantamento do IBGE, estes foram os maiores aumentos acumulados no ano:

Alimento Variação
Pepino 155,47%
Cenoura 103,14%
Tomate 82,41%
Batata-inglesa 82,11%
Morango 60,97%
Cebola 53,34%
Feijão-carioca 52,82%
Repolho 29,79%
Açaí (emulsão) 27,64%
Abobrinha 23,46%

Alimentos que mais baratearam em 2026

Entre as maiores quedas de preços no semestre estão:

Alimento Variação
Abacate -41,30%
Laranja-baía -32,81%
Laranja-lima -23,36%
Banana-maçã -18,90%
Maracujá -12,93%
Café moído -11,49%
Maçã -11,03%
Açúcar refinado -10,78%
Limão -9,45%
Óleo de soja -9,25%

Por que algumas hortaliças dispararam?

As fortes altas registradas em produtos como pepino, cenoura e tomate têm relação direta com problemas climáticos enfrentados durante a safra.

Segundo o índice da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), o calor intenso reduziu a produtividade do pepino nas principais regiões produtoras, especialmente em São Paulo e Minas Gerais.

No caso da cenoura, o excesso de chuvas prejudicou a qualidade das raízes, favorecendo doenças e deformações que reduziram o volume disponível para comercialização.

Já o tomate sofreu com temperaturas mais baixas e aumento da umidade, fatores que atrasaram a maturação dos frutos e favoreceram o surgimento de fungos e bactérias nas lavouras, diminuindo a oferta no mercado.

Energia elétrica continua pressionando a inflação

Apesar da queda dos alimentos, o grupo Habitação foi o principal responsável pela alta do IPCA em junho, com avanço de 0,63%.

O maior impacto veio da energia elétrica residencial, que subiu 1,53% no mês. Segundo o IBGE, o aumento continua refletindo a permanência da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Embora a inflação dos alimentos tenha dado sinais de alívio em junho, os dados mostram que fatores climáticos seguem influenciando fortemente o preço de produtos agrícolas. Para os consumidores, isso reforça a importância de acompanhar a sazonalidade dos alimentos e buscar alternativas quando determinados itens registram aumentos expressivos.

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