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morte de menino em assalto no Chile
Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial
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Mundo – A morte de um menino de 12 anos durante um assalto no Chile voltou a colocar a segurança pública no centro do debate nacional. O caso aconteceu em San Bernardo, na região metropolitana de Santiago, quando uma quadrilha roubou o carro da família da vítima. O garoto ficou preso ao cinto de segurança e foi arrastado por vários quilômetros, não resistindo aos ferimentos.

O crime gerou forte comoção no país e aumentou a pressão sobre o governo do presidente José Antonio Kast, que assumiu o cargo neste ano tendo o combate à criminalidade como uma de suas principais promessas de campanha.

Como aconteceu o crime

Segundo as autoridades chilenas, o menino retornava para casa acompanhado do pai e da tia quando o veículo foi interceptado por pelo menos cinco criminosos.

Durante a ação, os assaltantes tomaram o carro da família. No entanto, a criança permaneceu presa ao cinto de segurança e acabou sendo arrastada por vários quilômetros, sofrendo ferimentos fatais.

Após uma operação policial, seis suspeitos foram presos por envolvimento no caso. Entre eles estão dois adolescentes de 17 anos, dois jovens de 18 anos, um homem de 21 anos e outro de 23 anos.

Investigação aponta antecedentes criminais

De acordo com o diretor-geral dos Carabineros do Chile, Marcelo Araya, todos os envolvidos possuem antecedentes criminais.

A promotora regional interina Paulina Díaz informou que os investigados foram formalmente acusados pelos crimes de roubo com homicídio, roubo com violência e roubo com intimidação.

Segundo ela, a gravidade da ação impediu que o menino conseguisse escapar do veículo após ficar preso ao cinto de segurança.

O Ministério Público pretende solicitar a pena máxima prevista na legislação chilena para os adultos, que pode chegar à prisão perpétua qualificada. Para os adolescentes, a acusação também buscará a punição máxima permitida pela Lei de Responsabilidade Penal Adolescente, de até dez anos de internação.

A Justiça determinou prisão preventiva para os investigados maiores de idade e internação provisória para os menores, além de estabelecer prazo de 120 dias para conclusão das investigações.

Presidente lamenta morte e reforça compromisso com segurança

No dia do crime, o presidente José Antonio Kast lamentou a morte do menino e reconheceu o impacto do caso sobre a população.

Segundo o chefe de Estado, apesar da redução registrada em alguns indicadores criminais, nenhuma estatística é capaz de amenizar a dor enfrentada pela família da vítima.

A segurança pública foi uma das principais bandeiras da campanha eleitoral de Kast, que assumiu a Presidência do Chile em março de 2026 prometendo endurecer o combate ao crime organizado e aos delitos violentos.

Caso aumenta pressão sobre governo chileno

Dados divulgados pela Subsecretaria de Prevenção do Delito do Chile apontam que, no primeiro trimestre de 2026, o país registrou redução de 13% nos roubos violentos em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Entre os principais indicadores estão:

  • queda de 16,9% nos roubos com violência e intimidação;
  • redução de 18,3% nos roubos violentos de veículos.

Apesar desses números, especialistas e autoridades reconhecem que crimes de grande repercussão, como a morte do menino em San Bernardo, têm forte impacto na percepção de insegurança da população e intensificam a cobrança por respostas mais efetivas do Estado.

O caso permanece sob investigação e segue mobilizando autoridades, familiares e a sociedade chilena.

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