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crise entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro
reprodução internet
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Política – A crise entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro ganhou novos desdobramentos nos bastidores do Partido Liberal (PL). Embora o conflito tenha exposto divergências públicas entre o senador e a ex-primeira-dama, aliados do pré-candidato à Presidência avaliam que o episódio ocorreu em um momento considerado menos prejudicial para a campanha eleitoral de 2026.

A avaliação é que o desgaste poderia ser ainda maior caso a disputa viesse à tona durante o período oficial de campanha ou após a convenção nacional do partido, prevista para o dia 25 de julho, em São Paulo. Enquanto isso, a equipe de Flávio monitora a reação do eleitorado, especialmente entre mulheres e evangélicos, segmentos considerados estratégicos para sua candidatura.

Aliados acreditam que desgaste pode ser administrado

Segundo interlocutores da pré-campanha, o fato de a crise ter ocorrido antes da oficialização da candidatura permite maior margem para conter os impactos políticos.

Antes mesmo do conflito se tornar público, integrantes do núcleo de Flávio Bolsonaro já afirmavam que não contavam com uma participação ativa de Michelle Bolsonaro na campanha presidencial.

Agora, a expectativa é acompanhar pesquisas internas para medir os efeitos da saída da ex-primeira-dama da presidência do PL Mulher, anunciada na terça-feira (30). Michelle afirmou que decidiu deixar o cargo para dedicar-se integralmente ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado.

Como começou a crise entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro

O atrito ganhou repercussão nacional após Michelle Bolsonaro publicar dois vídeos, com cerca de 26 minutos de duração, criticando a aliança do PL com o pré-candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB).

Nas gravações, ela afirmou que foi “maltratada”, “desrespeitada” e “humilhada” por Flávio Bolsonaro durante as discussões internas sobre os rumos políticos da legenda.

Após a repercussão, o senador divulgou um pedido público de desculpas.

“Em nenhum momento eu ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se, em algum momento, fiz isso, mais uma vez peço desculpas”, afirmou Flávio em vídeo publicado nas redes sociais.

Declaração de aliado aumentou desgaste político

O cenário ficou ainda mais delicado após declarações do empresário Paulo Figueiredo, apontado como conselheiro político de Flávio.

Durante uma manifestação pública, Figueiredo afirmou que “mulher vota mal”, especialmente mulheres solteiras. A declaração provocou forte repercussão e ampliou o desgaste junto ao eleitorado feminino.

Em resposta, Flávio Bolsonaro afirmou que Paulo Figueiredo não integra sua pré-campanha e repudiou as declarações.

“Eu quero repudiar veementemente a fala do Paulo Figueiredo sobre as mulheres. Não concordo com o que ele falou. Completamente equivocado.”

Michelle não participa de encontro com lideranças femininas

Na tentativa de reduzir os impactos da crise, Flávio Bolsonaro promoveu, na quarta-feira (1º), um café da manhã com lideranças femininas de direita, em Brasília.

Michelle Bolsonaro foi convidada, mas não compareceu ao encontro. Também estiveram ausentes a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), apontada como possível candidata a vice-presidente na chapa do PL.

Durante o evento, Flávio também respondeu a uma publicação compartilhada por Michelle nas redes sociais.

Ela republicou um vídeo do ex-governador Anthony Garotinho que mencionava supostas festas promovidas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ao compartilhar o conteúdo, escreveu: “A verdade de Jesus Cristo vai prevalecer”.

O senador negou qualquer ligação com o episódio e afirmou que Michelle estaria “completamente desinformada” ao sugerir sua participação em um desses eventos.

Plano “Brasil por Elas” será lançado em julho

Como parte da estratégia para recuperar espaço entre o eleitorado feminino, Flávio Bolsonaro anunciou o lançamento do programa “Brasil por Elas”, previsto para o dia 15 de julho.

Segundo o pré-candidato, a iniciativa reunirá propostas voltadas à proteção, valorização e ampliação de políticas públicas para as mulheres brasileiras.

Nos próximos dias, a equipe da pré-campanha pretende acompanhar pesquisas internas para avaliar se as medidas adotadas serão suficientes para reduzir os efeitos da crise política e familiar antes do início oficial da campanha.

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