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André do Prado
Reprodução internet
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Política – O deputado estadual e pré-candidato ao Senado por São Paulo, André do Prado (PL), afirmou neste sábado (20) que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) será seu primeiro suplente na disputa pela Casa Alta. A declaração foi feita durante o lançamento da chapa em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Segundo André do Prado, ainda há expectativa de reverter na Justiça a situação que impede Eduardo Bolsonaro de concorrer diretamente ao Senado nas eleições de 2026.

André do Prado afirma que vaga deveria ser de Eduardo Bolsonaro

Durante o evento, André do Prado agradeceu o apoio de Eduardo Bolsonaro e declarou que a candidatura ao Senado por São Paulo deveria ser ocupada pelo ex-deputado.

“Agradeço ao Eduardo pelo apoio e confiança, porque essa vaga era para ser dele, e o Eduardo não vai poder disputar o Senado. Obrigado a ele por essa confiança. Defenderei no Senado todas as pautas da direita, que o Eduardo também defende, para garantir a atuação dos nossos valores”, afirmou.

O parlamentar também disse que, caso seja eleito, não pretende abrir mão do mandato para que o suplente assuma a vaga.

“Ele continua como meu primeiro suplente, existem recursos que ainda podem ser impetrados e a gente acredita que o plenário do Supremo possa reverter isso”, declarou.

Evento em Guarulhos reuniu Tarcísio e Flávio Bolsonaro

O lançamento da pré-candidatura aconteceu em Guarulhos e contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como pré-candidato à Presidência da República.

Durante o encontro, Flávio Bolsonaro comentou a escolha do nome de André do Prado e afirmou que a decisão não foi simples.

“Infelizmente, por conta de uma suposta defesa da democracia, fizeram abusos e o Eduardo não pôde estar aqui com a gente hoje”, declarou o senador.

Condenação do STF impede candidatura direta de Eduardo

Na última terça-feira (16), o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Eduardo Bolsonaro a dois anos e quatro meses de prisão por coação no curso do processo relacionado às investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado no Brasil.

Além da pena privativa de liberdade, a Corte determinou o pagamento de 50 dias-multa, fixados em dois salários mínimos cada, e estabeleceu uma restrição eleitoral que poderá se estender por até 12 anos e dois meses.

Mesmo diante da condenação, André do Prado afirmou que mantém Eduardo Bolsonaro como primeiro suplente e demonstrou confiança na possibilidade de reverter a situação por meio de recursos judiciais.

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