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Economia – Mesmo com a taxa de desemprego em níveis historicamente baixos e a economia em crescimento, o Brasil perdeu posições no Ranking Mundial de Competitividade 2026. O país caiu do 58º para o 65º lugar entre 70 economias avaliadas, acendendo um alerta sobre sua capacidade de atrair investimentos e ampliar a geração de empregos no longo prazo.

O levantamento analisa cerca de 300 indicadores relacionados ao ambiente econômico, eficiência governamental, infraestrutura, educação e desempenho empresarial. A liderança da lista ficou com Singapura, seguida por Hong Kong, Suíça, Taiwan e Emirados Árabes Unidos.

Baixo desemprego não foi suficiente para melhorar posição

Segundo análise, a queda ocorre em um momento de mercado de trabalho aquecido, cenário que normalmente favoreceria a competitividade. No entanto, especialistas avaliam que o desempenho econômico isolado não é capaz de compensar problemas estruturais que afetam a produtividade e o ambiente de negócios.

A competitividade mede a capacidade de um país atrair empresas, investimentos, gerar negócios e criar empregos. Para isso, fatores como educação, inovação, infraestrutura e previsibilidade econômica são considerados essenciais.

Educação e custo do capital aparecem entre os maiores desafios

Entre os principais obstáculos apontados pelos especialistas estão a baixa qualidade da educação e o elevado custo do capital no Brasil.

De acordo com a analista Lucinda Pinto, a falta de avanços educacionais compromete o crescimento sustentável. Sem ganhos consistentes de produtividade, o país acaba dependendo de juros elevados para atrair investidores, criando uma espécie de ciclo negativo.

Já Hugo Tadeu, do Núcleo de Inovação, Inteligência Artificial e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral, destacou que o custo para fazer negócios no país continua aumentando, dificultando investimentos tanto de grandes indústrias quanto de empresas emergentes.

Países mais competitivos investem em inovação

Os países que lideram o ranking apresentam características em comum, como sistemas educacionais mais eficientes, investimentos em tecnologia e inovação e custos financeiros mais baixos.

Além disso, especialistas apontam que essas economias oferecem maior previsibilidade institucional e segurança para empresas e investidores, fatores considerados decisivos em um cenário global cada vez mais competitivo.

Brasil pode perder espaço na corrida por investimentos

Segundo os analistas, o cenário atual ajuda a explicar por que parte do capital estrangeiro que chega ao mercado financeiro brasileiro não se transforma em investimentos produtivos de longo prazo.

Em meio à disputa global por empresas de tecnologia e inteligência artificial, a falta de avanços estruturais pode fazer o Brasil perder oportunidades para outras economias mais preparadas.

Apesar do crescimento econômico recente e do baixo desemprego, especialistas afirmam que a melhora da competitividade dependerá de investimentos em educação, inovação, infraestrutura e redução do custo de capital, considerados fundamentais para aumentar a produtividade e atrair novos negócios.

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