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Política – O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a escolha de uma mulher para ocupar a vice em sua chapa se tornou inviável diante da falta de apoio de partidos de centro e das candidaturas já estruturadas dentro do próprio PL.
Segundo o senador, a intenção inicial era formar uma composição com uma mulher de outro partido, tanto para ampliar a participação feminina na chapa quanto para fortalecer politicamente sua candidatura. As negociações, porém, não avançaram.
“Eu sempre falei da minha preferência sobre ter uma vice mulher, […] quem não veio foram os caciques dos partidos que não vieram aí a critério deles, eu respeito. […] e em função dessa busca que eu tava de uma vice preparada, uma mulher de outros partidos, isso não foi possível”, afirmou Flávio em entrevista ao podcast Market Makers.
Partidos de centro optaram pela neutralidade
A dificuldade para formar uma chapa com integrantes de outras legendas ocorreu após partidos de centro decidirem não apoiar nacionalmente nenhuma candidatura na eleição presidencial de 2026.
MDB, PSDB/Cidadania, PP, União Brasil, Republicanos e Podemos adotaram posição de neutralidade na disputa.
Sem conseguir avançar nas articulações externas, Flávio Bolsonaro passou a concentrar as negociações dentro do PL.
Nomes de mulheres já tinham campanhas estruturadas
O senador afirmou que avaliou nomes femininos dentro do próprio partido, entre eles a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e as deputadas Júlia Zanatta, Priscila Costa, Bia Kicis e Clarissa Tércio.
De acordo com Flávio, porém, as parlamentares já tinham projetos eleitorais definidos para 2026, incluindo candidaturas ao Senado e à Câmara dos Deputados.
“Tinham grandes nomes aqui, mas todo mundo já meio que decididas a concorrer a alguma coisa, a Senado, a deputada, com as campanhas estruturadas”, disse.
A situação reduziu as possibilidades de escolher uma mulher do PL sem alterar projetos eleitorais que já estavam em andamento.
Rogério Marinho sugeriu Alfredo Gaspar
Diante desse cenário, a alternativa apresentada foi o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). Flávio afirmou que o nome surgiu por sugestão de Rogério Marinho, coordenador de sua campanha.
“Foi quando veio aí a possibilidade alternativa trazido pelo nosso coordenador de campanha que é Rogério Marinho do nome de Alfredo Gaspar que é uma pessoa que também tem requisitos excepcionais”, afirmou.
A escolha resultou em uma chapa formada exclusivamente pelo PL.
Gaspar é destacado pela atuação na CPMI do INSS
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também defendeu a escolha do deputado e destacou sua atuação como relator da CPMI do INSS.
Para o dirigente, a comissão se tornou um dos principais pontos de desgaste político do governo federal, especialmente pelas investigações sobre descontos indevidos em benefícios de aposentados.
“O que mais atingiu o governo petista foi a CPMI do INSS. O desconto de aposentados foi inédito, ainda mais com o salário baixo que ganha um aposentado. Quem melhor que o Gaspar para falar nesse assunto?”, declarou Valdemar à CNN.
Com a escolha, Alfredo Gaspar passa a integrar a chapa de Flávio Bolsonaro como candidato a vice-presidente, após as tentativas de composição com outros partidos não avançarem.

