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Política – A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou a segunda proposta de acordo de delação premiada apresentada pela defesa do empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A decisão foi comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (15) e segue o mesmo entendimento adotado anteriormente pela Polícia Federal (PF), que também havia recusado a nova oferta de colaboração.
Segundo a manifestação da PGR, a proposta apresentada pela defesa não trouxe informações inéditas capazes de contribuir significativamente para o avanço das investigações. Os procuradores responsáveis pelo caso avaliaram que os elementos fornecidos já eram de conhecimento das autoridades ou estavam alinhados com fatos previamente apurados durante a investigação.
PGR aponta falta de elementos novos
De acordo com o parecer encaminhado ao STF, a proposta não apresentou fatos relevantes que justificassem a celebração de um acordo de colaboração premiada. Além disso, a Procuradoria destacou a ausência de um compromisso efetivo relacionado à devolução de recursos supostamente desviados.
A devolução de valores é considerada um dos principais requisitos para o avanço de negociações envolvendo acordos de colaboração em casos de grande impacto financeiro. Nos bastidores, integrantes da investigação defendiam que Vorcaro deveria apresentar garantias concretas para o ressarcimento de parte dos prejuízos atribuídos ao esquema investigado.
Investigação envolve supostas fraudes bilionárias
Daniel Vorcaro está preso em Brasília sob acusação de liderar um esquema de fraudes financeiras que, segundo estimativas da Polícia Federal, pode ter causado prejuízos bilionários. As investigações apontam irregularidades que teriam ocorrido durante o período em que ele controlava o Banco Master.
A Polícia Federal sustenta que o esquema teria provocado perdas expressivas ao sistema financeiro e afetado investidores e instituições ligadas ao mercado de crédito.
Polícia Federal pede retorno à Papuda
Após a rejeição da nova proposta de delação, a Polícia Federal também solicitou que Vorcaro deixe as dependências da Superintendência da corporação em Brasília e seja transferido novamente para o Complexo Penitenciário da Papuda.
De acordo com fontes ligadas à investigação, a permanência do empresário na unidade policial poderia gerar riscos ao andamento das apurações em curso. O pedido ainda depende de decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no STF.
Antes de qualquer definição, a Procuradoria-Geral da República também deverá se manifestar sobre a solicitação da PF.
Destino dos valores recuperados
Caso um eventual acordo de colaboração seja firmado futuramente, caberá ao STF analisar a homologação e definir a legalidade dos termos. A destinação de valores recuperados também deverá seguir entendimento consolidado pelo Supremo, priorizando o ressarcimento aos cofres públicos e aos prejudicados.
Entre os principais interessados na recuperação dos recursos está o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), entidade responsável por indenizar clientes e investidores em situações envolvendo instituições financeiras em dificuldades.

