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Juiz de Fora – Um homem de 38 anos foi indiciado pela Polícia Civil por causar o incêndio que atingiu um bambuzal nos fundos do Seminário Santo Antônio, no bairro Santa Luzia, em Juiz de Fora. O caso ocorreu no dia 27 de abril e, segundo as investigações, o fogo começou enquanto ele soltava “bombinhas” com o filho próximo à vegetação seca.
De acordo com a Polícia Civil, uma das explosões atingiu a área de mata e deu início às chamas, que se espalharam rapidamente pelo local.
Incêndio começou durante brincadeira com o filho
Durante o depoimento, o investigado admitiu que estava utilizando artefatos explosivos conhecidos popularmente como “bombinhas” quando ocorreu o incidente.
As apurações concluíram que o homem não teve a intenção de provocar o incêndio. Mesmo assim, ele foi responsabilizado pelo crime de provocar incêndio em mata ou floresta na modalidade culposa, quando não há intenção de causar o resultado.
A pena prevista para esse tipo de infração é de detenção de seis meses a um ano, além de multa.
Área atingida equivale à metade de um campo de futebol
Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio consumiu aproximadamente 4 mil metros quadrados de vegetação, área equivalente à metade de um campo de futebol.
O local possuía grande quantidade de material seco, como folhas, galhos e bambus, fatores que contribuíram para a rápida propagação das chamas.
O fogo mobilizou equipes de combate a incêndios e gerou preocupação entre moradores da região devido à proximidade com o Seminário Santo Antônio.
Seminário não foi atingido pelas chamas
Na época do incêndio, o reitor do Seminário Santo Antônio, padre Camilo Paiva, informou que o fogo se espalhou rapidamente após atingir as moitas de bambu.
Apesar da intensidade das chamas, nenhuma estrutura do seminário foi danificada.
Segundo o religioso, o incêndio ocorreu em uma área mais elevada da propriedade, distante dos prédios utilizados pela instituição.
“As chamas atingiram as moitas de bambu. Os bombeiros chegaram muito rapidamente. Quero tranquilizar a população de que nada atingiu o prédio”, afirmou.
Caso será analisado pelo Ministério Público
Com a conclusão do inquérito policial e o indiciamento do suspeito, o caso foi encaminhado ao Ministério Público.
Agora, o órgão poderá decidir entre apresentar denúncia à Justiça, solicitar novas diligências ou pedir o arquivamento da investigação.
O episódio também serve de alerta para os riscos do uso de artefatos explosivos próximos a áreas de vegetação seca, especialmente durante períodos de estiagem, quando o risco de incêndios aumenta significativamente.

