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golpes digitais no Brasil
Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial
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Brasil – O Brasil está entre os dez países que mais sofrem perdas econômicas causadas por golpes e fraudes digitais. Um levantamento baseado no relatório internacional Global State of Scams 2025 mostra que o país ocupa a 9ª posição no ranking das nações que mais perdem riqueza proporcionalmente ao Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo a análise, o prejuízo causado pelos crimes cibernéticos representa 0,8% do PIB brasileiro, evidenciando o impacto crescente das fraudes digitais na economia e na segurança financeira da população.

Brasil aparece entre os dez países mais afetados

O estudo foi elaborado pela Global Anti-Scam Alliance (GASA) em parceria com a Feedzai e analisado no Brasil pela PP_Tech, escritório especializado em cibersegurança e direito.

A pesquisa ouviu 46 mil pessoas em 42 mercados e concluiu que os países em desenvolvimento concentram os maiores impactos econômicos provocados pelos golpes digitais.

O Brasil aparece à frente de países como a Bélgica, onde as perdas representam 0,7% do PIB. No topo do ranking estão:

  • Nigéria: 11,3% do PIB;
  • Quênia: 10,9% do PIB.

Entre os países com menores impactos estão Suécia (0,02%), Turquia, Romênia, Irlanda e Taiwan, todos com perdas equivalentes a 0,1% do PIB.

Segundo os pesquisadores, o problema deixou de ser apenas individual e passou a representar um desafio econômico e institucional.

“Países em desenvolvimento tendem a perder uma parcela significativamente maior de seu PIB para golpes, reforçando que o problema ultrapassa o âmbito individual e passa a representar um desafio econômico e institucional.”

Golpes são concluídos em poucas horas

Outro dado que chama a atenção é a rapidez com que os criminosos conseguem convencer as vítimas.

De acordo com o levantamento:

  • 64% dos golpes são concluídos em até 24 horas após o primeiro contato;
  • 47% terminam em apenas alguns minutos.

Na América do Sul, o cenário é ainda mais preocupante. Cerca de 76% das fraudes são consumadas em menos de um dia, reduzindo significativamente o tempo disponível para que a vítima perceba o golpe ou consiga interromper a transação.

Transferências bancárias lideram entre os meios usados pelos criminosos

A pesquisa aponta que a transferência bancária continua sendo o principal meio utilizado para o envio de dinheiro aos golpistas.

Na América do Sul, esse tipo de operação representa 34% dos pagamentos realizados às quadrilhas, índice superior à média global, de 29%.

Segundo o estudo, isso demonstra que os criminosos continuam explorando amplamente esse modelo de transferência financeira na região.

Muitas vítimas ainda deixam de denunciar

O levantamento também identificou que uma parcela significativa das vítimas não comunica os golpes às autoridades.

Na América do Sul, 20% das pessoas que sofreram fraudes nos últimos 12 meses afirmaram não ter denunciado o crime.

Entre os principais motivos estão:

  • vergonha;
  • medo de não serem acreditadas;
  • receio de assumir responsabilidade pela perda financeira;
  • crença de que outra pessoa faria a denúncia.

Segundo os pesquisadores, a falta de registros dificulta o trabalho das autoridades, reduz a capacidade de identificar novas modalidades de golpe e permite que os criminosos continuem atuando por mais tempo.

Especialistas alertam para prevenção

Os resultados reforçam a importância de adotar medidas preventivas, como desconfiar de contatos inesperados, verificar a identidade de quem solicita transferências financeiras e evitar decisões apressadas.

Especialistas também orientam que vítimas registrem boletim de ocorrência e comuniquem imediatamente bancos e instituições financeiras, contribuindo para o bloqueio de operações suspeitas e para o combate às fraudes digitais.

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