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carne brasileira
Reprodução internet
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Política – O governo brasileiro ampliou as negociações diplomáticas com a União Europeia para tentar reverter a decisão que prevê restringir a entrada de carne brasileira no bloco a partir de setembro. A ofensiva mobiliza o Itamaraty e ministérios ligados ao agronegócio e à indústria, em uma tentativa de evitar impactos comerciais sobre um dos setores mais relevantes das exportações brasileiras.

A medida europeia está relacionada a novas exigências sanitárias e regras para o uso de antimicrobianos na produção animal.

Governo articula ofensiva diplomática com União Europeia

Nesta sexta-feira (6), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, discutiu o tema com autoridades europeias durante encontros paralelos às reuniões da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris.

Segundo interlocutores do governo, a conversa buscou reforçar a necessidade de maior previsibilidade e comunicação entre Brasil e União Europeia durante o processo de implementação do acordo comercial entre Mercosul e o bloco europeu.

Nos bastidores, o governo trata o período até setembro como decisivo para ampliar negociações e buscar soluções técnicas.

União Europeia cita regras sanitárias para justificar restrição

A Comissão Europeia justificou a medida afirmando que o Brasil ainda não apresentou garantias consideradas suficientes para atender às novas regras relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na cadeia de produção animal.

As novas exigências fazem parte de políticas sanitárias mais rígidas adotadas pelo bloco europeu para reduzir riscos relacionados à resistência antimicrobiana.

A decisão afeta exportações de produtos de origem animal destinados ao mercado europeu, embora autoridades brasileiras afirmem que não existem impactos imediatos sobre o fluxo atual de comércio.

Governo brasileiro considera decisão injustificada

Em nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, Agricultura e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o governo classificou a decisão europeia como injustificada.

A avaliação dentro do Executivo é de que o anúncio possui caráter administrativo e burocrático neste momento, o que abre espaço para novas rodadas de negociação antes da entrada em vigor das restrições.

O governo também tenta evitar que o episódio gere reflexos negativos nas discussões comerciais envolvendo Mercosul e União Europeia.

Exportações brasileiras entram em período de atenção

O setor agropecuário acompanha as negociações com atenção devido à importância do mercado europeu para parte das exportações brasileiras.

Especialistas apontam que exigências sanitárias internacionais têm ganhado peso crescente nas relações comerciais globais, ampliando a necessidade de adaptação regulatória e rastreabilidade na cadeia produtiva.

Até setembro, a expectativa é de intensificação dos diálogos técnicos e diplomáticos entre as partes.

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