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regulação de redes sociais
Reprodução internet
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Política – Os decretos editados pelo governo federal para ampliar regras sobre plataformas digitais abriram uma nova frente de disputa política entre Executivo e Legislativo. Parlamentares da oposição protocolaram projetos para tentar derrubar as medidas, enquanto o Supremo Tribunal Federal se prepara para julgar recursos apresentados pelas big techs sobre responsabilização de conteúdos nas redes.

O debate sobre regulação de redes sociais ganhou força após a publicação dos decretos 12.975 e 12.976, que alteram regras relacionadas à atuação das plataformas digitais, proteção de usuários e combate a crimes no ambiente virtual.

O que muda com os decretos sobre regulação de redes sociais

Entre as mudanças previstas pelo governo, o decreto 12.975 amplia o papel da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que passa a atuar na fiscalização e monitoramento das plataformas digitais.

A proposta estabelece mecanismos para acelerar respostas das empresas em situações envolvendo conteúdos relacionados a terrorismo, incentivo à automutilação, discriminação racial, violência contra mulheres, violência sexual e tráfico de pessoas.

Outra medida prevê que plataformas responsáveis por publicidade digital mantenham registros e dados que possam auxiliar futuras responsabilizações em casos de danos causados por violações legais.

Já o decreto 12.976 estabelece diretrizes voltadas à proteção de mulheres no ambiente digital e ao enfrentamento da violência online.

Congresso reage e apresenta propostas para barrar medidas

Na Câmara dos Deputados, parlamentares protocolaram Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) para tentar suspender os efeitos dos decretos presidenciais.

A maior parte das iniciativas partiu de integrantes de partidos de oposição. No Senado, propostas semelhantes também foram apresentadas por senadores que questionam se o Executivo teria extrapolado suas competências ao editar as normas.

Esse tipo de proposta legislativa possui tramitação própria: se aprovado pela Câmara e pelo Senado, o decreto legislativo pode suspender medidas do Executivo sem necessidade de sanção presidencial.

Debate sobre liberdade de expressão e fiscalização intensifica discussão

Críticos da medida argumentam que ampliar o poder regulatório da ANPD pode abrir espaço para restrições indevidas à liberdade de expressão.

Já defensores das novas regras afirmam que plataformas digitais precisam ter responsabilidades mais claras diante da circulação de conteúdos ilegais e práticas criminosas na internet.

O tema ganhou ainda mais relevância porque o Supremo Tribunal Federal deve retomar o debate em 10 de junho, quando analisará recursos apresentados por empresas de tecnologia sobre responsabilização de plataformas por conteúdos publicados por usuários.

STF julgará recursos das plataformas digitais

Empresas como Google e Meta questionam pontos da decisão do STF que ampliou a responsabilização civil das plataformas em casos de conteúdos ilegais.

Entre os argumentos apresentados estão pedidos de maior clareza jurídica, definição mais objetiva sobre conteúdos ilícitos e prazo para adaptação às novas exigências.

A combinação entre decretos presidenciais, reação do Congresso e julgamento do Supremo transforma a regulação de redes sociais em um dos temas centrais do debate político e digital brasileiro neste momento.

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