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Um menino de 1 ano morreu na madrugada desta terça-feira (26), após dar entrada sem sinais vitais na Unidade de Pronto Atendimento...
Créditos: Cesar Augusto/ISTV
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Um menino de 1 ano morreu na madrugada desta terça-feira (26), após dar entrada sem sinais vitais na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Rodoviária, em Guarujá, no litoral de São Paulo. O caso foi registrado pela Polícia Civil como morte suspeita, e um possível caso de maus-tratos é investigado.

Segundo o boletim de ocorrência, a criança chegou à unidade em parada cardiorrespiratória por volta de 1h20. Profissionais de saúde realizaram manobras de reanimação por cerca de 35 minutos, mas o menino não resistiu.

Durante o atendimento, a equipe médica identificou diversas lesões no corpo da criança. De acordo com o documento, havia escoriações, cortes, marcas na região da axila compatíveis com queimaduras por bitucas de cigarro e sinais que levantaram suspeita de abuso sexual, conforme avaliação do médico plantonista.

A mãe da criança, de 23 anos, foi ouvida e apresentou versões contraditórias sobre o ocorrido. Em depoimento, ela afirmou que encontrou o filho desacordado após acordar durante a madrugada.

A mulher negou agressões e disse que algumas lesões teriam sido provocadas por acidentes domésticos.

Pai relatou histórico de negligência

O pai da criança, também de 23 anos, afirmou à polícia que havia histórico de negligência nos cuidados com o filho. Segundo ele, a mãe costumava deixar o menino sozinho em casa.

Ele declarou ainda que não mantinha mais relacionamento com a mulher e que a criança aparentava estar saudável nas últimas vezes em que foi vista por ele. O último contato, segundo o relato, ocorreu nesta segunda-feira (25).

Um homem de 52 anos, apontado no boletim de ocorrência como responsável por auxiliar financeiramente a mãe, também prestou depoimento. Ele negou envolvimento em agressões e afirmou que mantinha apenas uma relação de ajuda material com a mulher, apesar de já terem tido relacionamentos íntimos.

Testemunhas relataram à polícia que a criança vivia em condições precárias de moradia, em ambiente insalubre, e também mencionaram suspeita de uso de drogas pela mãe.

Ainda conforme registrado no boletim de ocorrência, o menino havia sido internado há cerca de dois meses com um quadro de princípio de infarto, supostamente causado por obesidade infantil.

Investigação segue em andamento

Ninguém foi preso até o momento. A Polícia Civil solicitou exames necroscópicos detalhados, coleta de DNA, análise para verificar possível violência sexual e perícia na residência onde a criança vivia.

O caso foi registrado como morte suspeita na Delegacia Sede de Guarujá. A investigação deve apurar as circunstâncias da morte e a possível responsabilidade dos envolvidos.

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