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guerra contra o Irã
Reprodução Wikimedia
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Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tiveram uma conversa telefônica considerada tensa sobre os rumos da guerra envolvendo o Irã.

Segundo autoridades ouvidas pela CNN, os dois líderes demonstraram posições diferentes sobre uma possível retomada de ataques militares contra Teerã.

Trump suspendeu ofensiva planejada

De acordo com fontes americanas, Trump havia indicado inicialmente a Netanyahu que seguiria com novos ataques contra o Irã no início desta semana. A operação militar, segundo relatos, receberia o nome de “Operação Martelo”.

No entanto, cerca de 24 horas depois da primeira conversa entre os líderes, o presidente americano anunciou a suspensão dos ataques planejados para terça-feira (19).

A decisão teria ocorrido após pedidos de aliados estratégicos dos EUA no Golfo, incluindo Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Netanyahu queria retomada imediata dos ataques

Segundo autoridades americanas e israelenses, Netanyahu demonstrou forte insatisfação com o adiamento da ofensiva militar.

Durante a ligação de cerca de uma hora realizada na terça-feira (19), o premiê israelense teria afirmado que interromper ou atrasar os ataques beneficiaria o governo iraniano e representaria um erro estratégico.

Fontes ligadas ao governo israelense afirmam que há crescente frustração em Tel Aviv com o que consideram excesso de espaço dado às negociações diplomáticas conduzidas pelos EUA.

Nos bastidores, integrantes do alto escalão israelense defendem uma abordagem mais agressiva contra Teerã.

EUA apostam em solução diplomática

Enquanto Israel pressiona por ação militar, Trump indicou publicamente que ainda busca uma saída diplomática para a crise.

Na manhã desta quarta-feira (20), o presidente americano afirmou que as negociações com o Irã estariam em “fase final”.

“Ou teremos um acordo ou faremos algumas coisas desagradáveis”, declarou Trump a jornalistas, acrescentando que espera evitar um conflito maior.

Nos últimos dias, países do Golfo e mediadores internacionais, incluindo interlocutores do Paquistão, têm participado de conversas para tentar destravar negociações entre Washington e Teerã.

Divergência expõe tensão entre aliados

Apesar da aliança histórica entre Estados Unidos e Israel, autoridades reconhecem que existem diferenças estratégicas entre os dois governos sobre como lidar com o Irã.

Israel vê o avanço das negociações diplomáticas como um risco de fortalecimento iraniano, enquanto parte do governo americano considera que um acordo ainda pode evitar uma escalada militar no Oriente Médio.

A tensão entre Trump e Netanyahu ocorre em um momento de forte instabilidade regional, envolvendo ameaças ao Estreito de Ormuz, aumento no preço do petróleo e preocupação internacional com impactos econômicos e militares de um possível conflito ampliado.

Oriente Médio segue em alerta

A crise envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos continua sendo acompanhada com preocupação por governos e mercados internacionais.

Analistas apontam que qualquer nova ofensiva militar na região pode provocar impactos diretos no comércio global de petróleo, no abastecimento energético e na segurança internacional.

Até o momento, a Casa Branca não confirmou oficialmente detalhes da conversa entre Trump e Netanyahu.

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