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aumento abusivo dos combustíveis
Reprodução Freepik
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Política – A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) um projeto de lei que criminaliza o aumento abusivo dos preços dos combustíveis no Brasil. A proposta prevê pena de prisão e multa para empresas ou responsáveis que elevarem os valores sem justificativa econômica considerada legítima.

O texto segue agora para análise do Senado Federal.

Projeto prevê prisão e multa para prática abusiva

O PL estabelece pena de dois a quatro anos de prisão para quem promover reajustes considerados abusivos nos preços de combustíveis. Além da detenção, o projeto também prevê aplicação de multa.

Segundo a proposta aprovada, o aumento será considerado irregular quando não houver fundamento em fatores econômicos legítimos, como alta nos custos de produção, logística, importação ou distribuição.

O texto também endurece as punições em situações excepcionais. As penas poderão ser aumentadas de um terço até a metade em casos envolvendo calamidade pública, crise de abastecimento ou instabilidade relevante no mercado fornecedor.

Projeto surgiu após alta mundial do petróleo

A proposta foi enviada pelo governo federal em meio à crise internacional provocada pelo conflito no Oriente Médio. Após ataques envolvendo Israel e Irã e o fechamento do estreito de Ormuz, o preço do barril de petróleo registrou forte alta no mercado global.

Mesmo com o aumento internacional, autoridades brasileiras passaram a questionar reajustes praticados no país acima da média observada em outros mercados.

O objetivo do projeto, segundo defensores da medida, é evitar aumentos considerados injustificados em períodos de instabilidade econômica ou tensão internacional.

PF já investiga possíveis abusos no setor

Em março deste ano, a Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar possíveis práticas abusivas nos preços dos combustíveis em diferentes regiões do país.

A discussão sobre fiscalização do setor ganhou força após consumidores relatarem aumentos rápidos em postos de gasolina mesmo antes de alterações oficiais nos custos de refinarias ou distribuição.

Especialistas do mercado, no entanto, apontam que a definição do que seria “aumento sem justa causa” pode gerar debates jurídicos e econômicos. Representantes do setor defendem critérios técnicos claros para evitar insegurança regulatória.

Senado ainda analisará texto

Antes de entrar em vigor, o projeto ainda precisa passar pela análise do Senado. Caso seja aprovado sem alterações, seguirá para sanção presidencial.

O tema deve continuar gerando discussões entre governo, distribuidoras, postos de combustíveis e órgãos de defesa do consumidor, especialmente em momentos de alta volatilidade internacional do petróleo.

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