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Foto: Divulgação PMS
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​O aumento expressivo no mercado de locações no Brasil está redesenhando a convivência dentro dos condomínios e impondo novos desafios para a administração e para os moradores. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que a proporção de domicílios alugados no país registrou crescimento expressivo, saltando de 18,4% em 2016 para 23,8% em 2025. Para o síndico profissional Tiago Marsaioli, esse movimento, impulsionado pela busca por mobilidade e pelo encarecimento dos financiamentos imobiliários, traz impactos imediatos na segurança e na harmonia das edificações.

​O especialista explica que o condomínio deixou de ser um grupo estático de proprietários para se tornar um ambiente de alta rotatividade, o que altera drasticamente o fluxo interno e o controle de acesso. “Com mais pessoas entrando e saindo em contratos de curto ou médio prazo, rigor no cadastro de moradores e na entrega de chaves e dispositivos de acesso devem ser absolutos, para evitar vulnerabilidades. Além da segurança, a convivência social é outro ponto de atenção, já que o morador temporário precisa ser rapidamente aculturado sobre as normas do regimento interno, especialmente em relação a horários de silêncio e uso de áreas comuns, para que a rotina de quem reside de forma fixa não seja prejudicada”.

​A dinâmica do setor é ainda mais intensa em imóveis compactos, como kitnetes e apartamentos de um dormitório, cujos valores de locação na região variam hoje entre R$ 1,8 mil e R$ 2,8 mil. Segundo o síndico, “essas unidades atraem profissionais em trânsito ou pessoas que vivem sozinhas e que utilizam as áreas de lazer e serviços do prédio como uma extensão de suas casas, o que gera um desgaste natural mais acelerado das instalações”.

​Para o especialista, o papel do síndico profissional neste novo cenário é mediar essa transição constante de perfis. Marsaioli ressalta que o aumento das locações é uma tendência irreversível diante do cenário de juros altos, que leva muitos a investirem o dinheiro em vez de assumirem financiamentos de longo prazo.

“Diante disso, a gestão precisa ser cada vez mais técnica e ágil para garantir que, independentemente do tempo de permanência de cada inquilino, o patrimônio do proprietário seja valorizado e a qualidade de vida no condomínio seja preservada, por meio de uma fiscalização rigorosa e de uma integração eficiente dos novos moradores”, afirma.

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