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vaquinha eleitoral
Reprodução redes sociais
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Política – As vaquinhas virtuais para as eleições de 2026 já movimentaram mais de meio milhão de reais em apenas três dias de arrecadação. O financiamento coletivo online para pré-candidatos foi liberado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última sexta-feira (15) e rapidamente ganhou força entre apoiadores de diferentes partidos.

Levantamento divulgado pela CNN Brasil, com base em dados da plataforma Quero Apoiar, mostra que os valores arrecadados ultrapassaram R$ 500 mil até a noite deste domingo (17). A modalidade permite que eleitores façam doações pela internet para campanhas políticas, desde que por meio de empresas autorizadas pela Justiça Eleitoral.

Renan Santos lidera arrecadação nas vaquinhas eleitorais

Entre os pré-candidatos, o maior volume arrecadado até o momento é do presidenciável Renan Santos, do partido Missão. Segundo os dados da plataforma, ele somava mais de R$ 166 mil em doações realizadas por mais de 2,4 mil apoiadores até a noite de domingo.

Na sequência aparece o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS), pré-candidato ao Senado, com mais de R$ 133 mil arrecadados.

O deputado Gustavo Gayer (PL), também pré-candidato ao Senado, ocupa a terceira posição no ranking divulgado.

Veja os pré-candidatos com mais doações

Confira os nomes com maior arrecadação na plataforma analisada:

  • Renan Santos (Missão), Presidência: R$ 166.629
  • Marcel Van Hattem (Novo), Senado: R$ 133.876
  • Gustavo Gayer (PL), Senado: R$ 55.974
  • Jones Manoel (PSOL), Câmara: R$ 54.512
  • Rony Gabriel (Podemos), Câmara: R$ 41.483
  • Daniel Soranz (PSD), Câmara: R$ 39.954
  • Kim Kataguiri (Missão), Governo de SP: R$ 34.853
  • Ana Hering (Missão), Câmara: R$ 16.610
  • Victor Antoun (Missão), Câmara: R$ 14.203
  • Delegado Felipe Curi (PP), Câmara: R$ 13.195

O partido Missão, criado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e aprovado pelo TSE em novembro de 2025, concentra sozinho mais de R$ 200 mil em arrecadações até agora.

Como funcionam as vaquinhas virtuais nas eleições

As vaquinhas virtuais foram incluídas na legislação eleitoral brasileira após a reforma política de 2017. O modelo passou a valer oficialmente nas eleições de 2018 e vem sendo utilizado desde então em disputas municipais e nacionais.

Atualmente, apenas pessoas físicas podem doar para campanhas eleitorais no Brasil. O financiamento empresarial segue proibido desde decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015.

As plataformas autorizadas pelo TSE funcionam como intermediadoras das contribuições feitas pela internet. Para operar, elas precisam cumprir regras rígidas, como:

  • cadastro prévio na Justiça Eleitoral;
  • identificação obrigatória dos doadores;
  • emissão de recibos eleitorais;
  • divulgação pública das doações;
  • prestação de contas em tempo real.

Apesar da arrecadação já estar liberada, os valores só podem ser utilizados pelos candidatos após etapas legais, como abertura de conta bancária específica e regularização da campanha junto ao TSE.

Financiamento coletivo cresce nas campanhas brasileiras

O financiamento coletivo vem ganhando espaço nas eleições brasileiras nos últimos anos, especialmente entre candidatos com forte presença digital e mobilização nas redes sociais.

Segundo dados da Justiça Eleitoral, as eleições municipais de 2024 movimentaram mais de R$ 7 milhões em arrecadações por vaquinhas virtuais. Na ocasião, 160 candidatos a prefeito declararam receitas obtidas por meio do modelo, incluindo prefeitos eleitos no primeiro turno.

O cenário de 2026 indica que as plataformas digitais devem continuar tendo papel importante no financiamento político, ampliando a participação direta dos eleitores nas campanhas.

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