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Droga foi localizada durante operação interagências no Porto de Santos; material estava escondido no casco do navio mercante Green K-Max 1, que tinha como próximo destino a Polônia.
Mergulhadores da Marinha do Brasil e da Polícia Federal apreenderam, na manhã deste domingo (10), uma carga de cocaína escondida no casco de um navio mercante atracado no Porto de Santos, no litoral de São Paulo.
A ação ocorreu durante uma operação interagências com participação da Polícia Federal, Receita Federal, Grupamento de Patrulha Naval do Sul-Sudeste, 4º Batalhão de Operações Litorâneas de Fuzileiros Navais, Guarda Portuária e Marinha do Brasil.
Segundo a Marinha, foram apreendidos 350 kg de substâncias ilícitas com características de cloridrato de cocaína. Já a Polícia Federal informou a apreensão de 340 kg de droga com características de cocaína. A Receita Federal apontou 341 kg localizados durante a fiscalização. A diferença nos números pode estar relacionada às etapas de pesagem e conferência feitas pelos órgãos envolvidos.
A droga estava escondida no casco do navio mercante Green K-Max 1, antes da partida da embarcação para o próximo destino, na Polônia. De acordo com a Polícia Federal, o navio estava atracado em um dos terminais do Porto de Santos e tinha como destino a Europa.
O material ilícito foi encontrado durante uma inspeção em um compartimento submerso do casco. A Receita Federal informou que a carga estava no chamado sea chest, também conhecido como caixa de mar.
O sea chest é uma estrutura localizada na parte interna do casco, abaixo da linha d’água. O compartimento é usado para captar água do mar, necessária ao sistema de resfriamento dos motores da embarcação.
Por estar em uma área submersa e de difícil acesso, a operação de inspeção e retirada da droga é considerada de risco. Por isso, foi necessária a atuação de mergulhadores especializados da Marinha e da Polícia Federal.
De acordo com a Receita Federal, a escolha do navio a ser vistoriado não ocorreu de forma aleatória. A embarcação foi selecionada após trabalho prévio de gestão e análise de riscos das operações no Porto de Santos.
Após a retirada, o material foi encaminhado à sede da Polícia Federal em Santos, onde serão realizados os procedimentos legais e as perícias necessárias. A PF instaurou inquérito policial para apurar a autoria e identificar os responsáveis pelo crime de tráfico internacional de drogas.
Até o momento, ninguém foi preso.
Em nota, a Marinha destacou que o uso recorrente de navios mercantes por organizações criminosas para o transporte de substâncias ilícitas reforça a importância das ações integradas entre órgãos federais e autoridades portuárias.
A instituição informou ainda que permanece em estado de prontidão e atua de forma coordenada com os demais órgãos governamentais para coibir ilícitos no Porto de Santos, considerado o maior complexo portuário do Hemisfério Sul.
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Federal.

