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Economia – O valor do aluguel residencial no Brasil subiu 0,52% em abril, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas.
O resultado representa uma aceleração em relação a março, quando o avanço havia sido de 0,40%, de acordo com o IVAR (Índice de Variação de Aluguéis Residenciais).
No acumulado dos últimos 12 meses até abril, o índice registra alta de 4,49%, abaixo dos 4,78% observados no período encerrado em março.
O que explica a alta dos aluguéis
Segundo o economista Matheus Dias, do Ibre/FGV, o mercado de locação vive um momento de menor volatilidade, influenciado por três fatores principais.
O primeiro deles é o cenário de juros elevados, que continua sustentando a procura por imóveis alugados. Ao mesmo tempo, a limitação no orçamento das famílias tem reduzido espaço para reajustes mais agressivos.
Outro ponto destacado é a desaceleração do IPCA, indicador frequentemente usado como referência nos contratos de aluguel residencial.
Além disso, a FGV avalia que parte dos contratos já passou pelo chamado “catch-up” pós-pandemia, período em que muitos valores estavam defasados e precisaram ser reajustados nos últimos anos.
Belo Horizonte teve maior alta entre capitais
Entre as capitais analisadas pelo índice, Belo Horizonte registrou a maior alta mensal em abril, com avanço de 1,17%.
Veja a variação nas cidades monitoradas:
- São Paulo: alta de 0,32%
- Rio de Janeiro: alta de 0,70%
- Belo Horizonte: alta de 1,17%
- Porto Alegre: alta de 0,40%
Alta acumulada ainda pesa no bolso
No acumulado de 12 meses, Belo Horizonte também lidera o aumento dos aluguéis, com alta de 9,68%.
Na sequência aparecem:
- Porto Alegre: 7,31%
- Rio de Janeiro: 4,82%
- São Paulo: 0,86%
Criado pela FGV, o IVAR mede a evolução dos valores efetivamente negociados em contratos de locação residencial, diferentemente de índices baseados apenas em anúncios de imóveis.
Enquanto o mercado imobiliário tenta encontrar equilíbrio entre juros, inflação e renda das famílias, o aluguel continua funcionando como um termômetro silencioso das cidades brasileiras: quando sobe demais, muita gente sente primeiro no bolso e depois na rotina.
