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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou acreditar que a China teve um papel fundamental em convencer o Irã a aceitar o cessar-fogo recentemente anunciado. Em uma entrevista, Trump foi questionado sobre a possibilidade de Pequim ter pressionado Teerã, seu aliado estratégico, a aderir à trégua. Ele respondeu afirmativamente, dizendo “Ouço que sim”, sugerindo que a China poderia ter influenciado essa decisão.
Em resposta a essas afirmações, Liu Pengyu, porta-voz da embaixada chinesa em Washington, afirmou à CNN que desde o início do conflito, a China tem trabalhado ativamente para promover um cessar-fogo e o fim das hostilidades. “A China apoia todos os esforços que contribuam para a paz. Esperamos que as partes envolvidas aproveitem a oportunidade, resolvam suas diferenças por meio do diálogo e ponham fim ao conflito o quanto antes”, declarou Liu.
A China, sob a liderança de Xi Jinping, tem se posicionado como um mediador em crises globais. Um exemplo disso foi o papel central desempenhado no ano passado na reaproximação entre o Irã e a Arábia Saudita. O compromisso da China com a paz no Oriente Médio parece ser uma prioridade dentro de sua política internacional.
Em um comunicado recente, o Ministério das Relações Exteriores da China expressou satisfação com os avanços do cessar-fogo entre o Irã e os países envolvidos no conflito. A porta-voz do ministério, Mao Ning, destacou que a China tem defendido consistentemente a necessidade de um cessar-fogo imediato e a resolução dos conflitos por meio de meios diplomáticos. “Nosso ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, manteve 26 telefonemas com autoridades de países envolvidos”, acrescentou Mao, sublinhando os esforços contínuos de Pequim para promover a paz e pressionar pelo fim das hostilidades.
Com uma postura proativa, a China se coloca cada vez mais como um protagonista nas negociações internacionais, buscando estabilizar o Oriente Médio e melhorar sua posição como mediadora global.
