Foto: Reprodução/unsplash
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Pelo menos duas embarcações atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz desde o anúncio do cessar-fogo entre Irã, Estados Unidos e Israel, conforme informações recentes da plataforma de monitoramento MarineTraffic. Embora essa seja uma pequena vitória, o trânsito no estreito permanece significativamente restrito, com centenas de embarcações ainda retidas no Golfo Pérsico, o que aponta para uma recuperação lenta da circulação de navios.

De acordo com dados divulgados na quarta-feira (8), mais de 400 embarcações, incluindo 426 navios-tanque e dezenas de transportadores de gás, continuam aguardando para transitar pela região. Essas cifras destacam o acúmulo que ainda persiste, em contraste com o número reduzido de embarcações que conseguiram atravessar o estreito.

Entre as embarcações que conseguiram seguir viagem, o graneleiro NJ Earth, de propriedade grega, cruzou o estreito, e o Daytona Beach, com bandeira da Libéria, chegou ao Golfo de Omã, aproximadamente duas horas antes. Ambas as embarcações parecem ter seguido a rota que passa pela Ilha de Larak, no Irã, um ponto de controle da Guarda Revolucionária Islâmica, responsável por monitorar o acesso ao estreito.

Antes do conflito, o Estreito de Ormuz era uma rota vital para o transporte de petróleo, com cerca de 130 embarcações passando por ali diariamente, conforme a UNCTAD (Organização das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento). A desaceleração no fluxo de navios tem gerado incertezas, especialmente no que diz respeito à recuperação do tráfego, crucial para o transporte de cerca de 20% do petróleo mundial.

Após o anúncio do cessar-fogo, os preços do petróleo sofreram uma queda, mas especialistas permanecem cautelosos quanto a uma retomada rápida da circulação no Estreito de Ormuz, um dos pontos mais críticos e estratégicos para o comércio global.

 

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