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A expressão “TACO” – sigla para “Trump Always Chickens Out” (Trump Sempre Amarela) – voltou a ser amplamente discutida nas redes sociais e meios de comunicação, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender o ataque iminente ao Irã. O termo, que critica o comportamento vacilante de Trump em relação a decisões militares, tem ganhado cada vez mais popularidade e viralizado após o novo adiamento do ultimato contra o país persa, na terça-feira (7).
A sigla “TACO” surgiu no contexto de uma série de idas e vindas nas políticas do presidente, especialmente no que diz respeito à tarifa comercial e, mais recentemente, nas tensões com o Irã. A palavra “chicken” em inglês é um termo associado ao medo ou à covardia, e a expressão “chicken out” é uma metáfora para “amarelar” ou “pipocar”, sendo frequentemente usada para descrever a hesitação ou o recuo diante de uma situação difícil.
A expressão foi popularizada inicialmente pelo Financial Times e, em seguida, adotada por analistas e até bancos de investimentos, que se referiam ao comportamento de Trump durante o conflito comercial com a União Europeia. O uso de “TACO” se intensificou mais uma vez nesta terça-feira, quando o presidente anunciou a suspensão dos ataques ao Irã, alegando que “toda uma civilização morreria”. Trump condicionou o cessar-fogo à reabertura do Estreito de Ormuz, um canal estratégico para o comércio global de petróleo.
O Irã, por sua vez, respondeu afirmando que permitirá a reabertura do estreito por duas semanas, mas com uma série de condições, como parte de um acordo de paz que será discutido com os EUA na próxima sexta-feira (10) em Islamabad, no Paquistão.
A expressão “TACO”, que começou como uma crítica interna à postura do presidente em questões diplomáticas e militares, agora assume um novo protagonismo à medida que mais analistas e críticos apontam que Trump mais uma vez “amarelou” diante de uma crise internacional. Este episódio adiciona mais um capítulo à história do “vaivém” de decisões que marcaram seu governo.
