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Com bandeiras conservadoras, partido se posiciona à direita, excluindo a alternativa de uma candidatura intermediária
O anúncio oficial de Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, nesta segunda-feira (30), coloca um ponto final na expectativa do partido de representar uma terceira via nas eleições de 2026. A decisão, comunicada por Gilberto Kassab, marca um posicionamento claro do partido no cenário político nacional.
O analista político Teo Cury avalia que a escolha de Caiado afasta o PSD de qualquer possibilidade de ser visto como uma alternativa centrista no pleito presidencial. “O PSD não vai se apresentar ou não vai lançar uma pré-candidatura buscando ser a terceira via, porque ele vai na mesma direção do que, por exemplo, o senador Flávio Bolsonaro mostrou em alguns pontos, em algumas das frentes de propostas para a presidência da República”, afirmou Cury.
Com esse movimento, o partido se aproxima mais das pautas da direita, como a defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, e se distancia de um perfil mais moderado que poderia atrair eleitores insatisfeitos com a polarização entre a esquerda e a direita.
A decisão também gerou insatisfação interna, especialmente no caso do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que foi preterido novamente dentro do PSD, repetindo a situação de 2021, quando disputou com João Doria a candidatura presidencial pelo PSDB.
Com a oficialização de Caiado, a corrida presidencial para 2026 se desenha com a polarização ainda mais acentuada, com a principal disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A decisão do PSD reforça o cenário de um pleito marcado pela continuidade da polarização política que tem prevalecido nos últimos ciclos eleitorais.


