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A possibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros segue em aberto no Brasil. Lideranças da categoria se reúnem nesta quarta-feira (18), às 16h, para avaliar se as medidas anunciadas pelo governo federal são suficientes para evitar uma paralisação nacional.
Apesar das ações divulgadas, o clima ainda é de desconfiança. Os caminhoneiros afirmam que as propostas não atendem totalmente às demandas da categoria, que vão além do cumprimento do piso mínimo do frete.
Entre as principais medidas anunciadas, o governo promete intensificar a fiscalização para garantir que a tabela do frete seja cumprida. Empresas que descumprirem a regra poderão sofrer multas mais severas e até serem impedidas de operar no transporte de cargas.
Segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, a intenção é acabar com práticas consideradas recorrentes no mercado. “Quem insistir em descumprir a tabela poderá perder o direito de transportar”, afirmou.
O governo também pretende fiscalizar todos os fretes realizados no país por meio de sistemas eletrônicos integrados com dados fiscais, além de ampliar a presença de fiscais nas estradas.
Nos últimos meses, já foram aplicados cerca de R$ 419 milhões em multas a empresas que não respeitaram o piso mínimo.
Mesmo assim, os caminhoneiros cobram medidas mais amplas. Entre elas, a isenção de pedágio para veículos vazios em períodos de crise, maior controle sobre o preço do diesel e até a criação de um teto emergencial para o combustível.
A categoria também critica ações já adotadas, como a desoneração de tributos, que, segundo lideranças, não teve impacto prático após reajustes no preço do diesel.
Outro ponto de insatisfação envolve a lei do descanso, que exige paradas obrigatórias durante viagens e, segundo os profissionais, dificulta a rotina nas estradas.
O governo, por sua vez, defende o diálogo e afirma que a greve não é uma solução. “Não é bom para ninguém. O país precisa escoar produção e manter o abastecimento”, destacou o ministro.
A decisão final sobre a paralisação deve ser anunciada após a reunião desta tarde, em um momento de tensão no setor e de preocupação com possíveis impactos na economia e no abastecimento do país.


