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Imagens de segurança mostram o momento em que um homem prepara a mistura química que resultou na morte de Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, na academia C4 GYM, no bairro Parque São Lucas, zona leste da capital paulista. A vítima sofreu uma parada cardíaca após ser intoxicada por cloro supostamente adulterado durante uma aula de natação.
Segundo a investigação conduzida pelo 42º Distrito Policial, o homem que aparece manipulando os produtos seria o manobrista do local, apontado por funcionários e alunos como responsável pela preparação do cloro utilizado na piscina.
Durante a aula, que contava com nove participantes, alunos relataram forte odor químico, ardência nos olhos, nariz e pulmões, além de vômitos. Juliana foi socorrida e levada a um hospital em Santo André, mas não resistiu. Outras quatro pessoas também foram internadas, entre elas o marido da vítima, Vinicius de Oliveira, e um adolescente de 14 anos, ambos em estado grave na UTI. Os demais afetados, identificados como Eduardo e Tabata, já receberam alta médica.
A Polícia Civil de São Paulo informou que a causa preliminar foi intoxicação por cloro misturado a uma substância ainda não identificada. A conclusão definitiva dependerá da análise pericial da água recolhida no local.
A academia, interditada preventivamente pela Subprefeitura de Vila Prudente, não possuía Auto de Licença de Funcionamento e apresentava condições precárias de segurança. Segundo a polícia, os responsáveis pelo estabelecimento fecharam as portas sem comunicar às autoridades, mesmo estando localizada em frente à delegacia. A entrada no imóvel precisou ser forçada pelos peritos para coleta de amostras e realização da perícia técnica.
A direção da C4 GYM afirmou, em nota, que prestou atendimento imediato aos envolvidos e que colabora com as investigações.
