Mais de 3,1 milhões de alunos da rede estadual de São Paulo retornam às aulas nesta segunda-feira (2), marcando o início do ano letivo...
Créditos: Prefeitura de Bertioga
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Mais de 3,1 milhões de alunos da rede estadual de São Paulo retornam às aulas nesta segunda-feira (2), marcando o início do ano letivo de 2026 com uma série de mudanças promovidas pela Secretaria da Educação (Seduc-SP). Entre as principais novidades estão a ampliação do Ensino Médio Técnico, o início das atividades nas escolas cívico-militares e a expansão de programas voltados à recomposição da aprendizagem e alfabetização.

O secretário da Educação, Renato Feder, destacou que os ajustes têm como foco principal o avanço do aprendizado e dos indicadores educacionais. “Começamos mais um ano letivo com a continuidade de projetos exitosos e com novidades que devem impactar positivamente os estudantes do Ensino Fundamental ao Médio”, afirmou.

Ensino Técnico: vagas e estágios multiplicados

Em 2026, a rede estadual terá 231 mil alunos matriculados no Ensino Médio Técnico em 2.212 escolas — número sete vezes maior que os 35 mil registrados em 2023. Entre os 11 cursos oferecidos estão as novas opções de eletrônica e meio ambiente. Outros 60 cursos são ofertados por meio de parcerias com Senai-SP e Senac-SP.

Estudantes da 2ª e 3ª séries também podem participar do BEEM (Bolsa Estágio Ensino Médio), que oferece bolsas de até R$ 851,46. Em 2025, foram 10 mil contratos ativos; a previsão é de 30 mil novas vagas ainda neste ano.

Escolas cívico-militares: 100 unidades em 89 cidades

Após consulta pública com as comunidades escolares, 100 escolas iniciam o modelo cívico-militar em 2026. As unidades seguem o Currículo Paulista e contam com apoio de monitores militares em áreas como segurança, disciplina e acolhimento. A atuação desses profissionais será avaliada periodicamente.

Recomposição e tutoria ampliadas

Programas de tutoria e recomposição de aprendizagem em língua portuguesa e matemática serão expandidos para atender alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. O número de escolas dos anos finais participantes sobe de 2.800 para 3.400. As aulas ocorrem no mesmo turno e os estudantes são selecionados com base no Saresp, Prova Paulista e avaliações internas.

No Ensino Médio, o reforço conta com o apoio de estagiários do BEEM selecionados como alunos monitores — em 2025, mais de 7 mil da 3ª série atuaram nesse papel. Em 2026, estudantes de todas as séries poderão se candidatar.

Alfabetização avança e se aproxima da meta

A nova edição da Avaliação de Fluência Leitora, aplicada no fim de 2025, mostrou que 76% dos estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental têm leitura adequada para a idade. A meta da rede é alcançar 90% de alfabetização até os sete anos. O programa Alfabetiza Juntos, desenvolvido em parceria com os municípios, oferece materiais didáticos, plataformas de apoio e formação docente.

Gestão escolar reforçada

O número de gestores por escola será proporcional ao total de alunos. Unidades com até 200 estudantes terão ao menos um diretor, um coordenador pedagógico e um gerente de organização escolar. Escolas maiores contarão com vice-diretores e aumento progressivo no quadro de gestão e de agentes de organização escolar.

Região da Baixada Santista conta com 160 escolas estaduais

Entre as mais de 5.000 unidades da rede estadual, cerca de 160 estão localizadas na Baixada Santista, abrangendo os municípios da região com oferta de Ensino Fundamental e Médio. Essas escolas também passam a integrar os programas e mudanças implementados pela Seduc-SP para 2026, incluindo a expansão do ensino técnico e a tutoria reforçada.

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